Ações da Oi (OIBR3) despencam 60%: Companhia ainda pode se reerguer?

Na última terça-feira, as ações ordinárias da Oi (OIBR3) sofreram uma queda acentuada de 60%, encerrando o dia cotadas a R$ 1 na Bolsa de Valores brasileira. Esse movimento brusco foi acompanhado por intensos leilões devido à oscilação máxima permitida, com as ações atingindo valores entre R$ 2,50 e R$ 0,91 — próximo ao status de penny stock.

Um fator central para essa desvalorização foi o recente aumento de capital aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em 4 de novembro. Parte do plano de recuperação judicial da empresa, essa medida envolve a troca de dívida por participação acionária, mudando significativamente o perfil de controle da Oi. A gestora Pimco se destacou como a maior acionista, com 36,48% do capital em OIBR3, seguida por SC Lowy (12,27%) e Ashmore (9,53%).

Diluição de acionistas: impacto e novos rumos

Os atuais acionistas da Oi enfrentarão uma diluição de aproximadamente 80%, restando-lhes uma participação minoritária em OIBR3, enquanto os credores passam a ter uma influência maior. Segundo a companhia, a entrega das novas ações aos credores e acionistas que seguiram os procedimentos começou nesta terça-feira (12), com os credores que optaram por ADSs (American Depositary Shares) começando a receber a partir de sexta-feira (15).

A convocação de uma assembleia geral de acionistas, anunciada na segunda-feira (11), também pesou sobre as ações. A reunião, agendada para 11 de dezembro, irá discutir a eleição de novos membros do conselho de administração e a redução de nove para sete conselheiros. A SC Lowy indicou uma chapa que inclui nomes como Francisco Roman Lamas, Paul Aronzon e novos participantes como Marcelo José Milliet. As decisões tomadas poderão afetar OIBR3 no futuro.

Foco B2B e operações futuras da Oi

Após a venda de ativos, a Oi pretende concentrar suas operações no setor B2B através da Oi Soluções, visando rentabilidade e minimizando a intensidade de investimentos. Essa nova estratégia reforça a adaptação da companhia ao cenário atual, com foco na sustentabilidade e eficiência. Expectativas são de que essas mudanças afetem positivamente as ações OIBR3.

A queda das ações reflete tanto a resposta dos investidores às novas diretrizes da empresa quanto as expectativas sobre a reestruturação do conselho e a continuidade do plano de recuperação judicial, impactando OIBR3.


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