Cuidado com a saúde dos olhos na volta às aulas

Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) revelam que cerca de 20% das crianças em idade escolar apresentam problemas de visão no País. Com o retorno das aulas, a saúde ocular requer atenção redobrada dos pais e responsáveis pelos jovens.

 Especialistas recomendam exames periódicos



Especialistas recomendam exames periódicos

Foto: Paulo Pires/GES

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Em Canoas, o oftalmologista do Grupo São Pietro Hospitais e Clínicas, Roberto Conte Tavares, fala sobre as alterações visuais mais comuns em crianças e adolescentes, entre elas, miopia, hipermetropia e astigmatismo.

“Nos últimos 10 anos houve um crescimento exponencial do uso de telas. A exposição excessiva aos aparelhos eletrônicos, como celulares, tablets, computadores e televisores, por exemplo, pode causar períodos de cansaço visual e resultar em doenças oculares”, destaca Tavares.

O oftalmologista alerta para as consequências negativas para o aprendizado escolar.

“Uma criança que faz uso constante de telas e não frequenta, ao menos uma vez ao ano, o oftalmologista possui maiores chances de desenvolver e agravar problemas de visão. Um aluno que não enxerga bem tem a aprendizagem comprometida.”

Tavares salienta a importância de estar atento aos sinais.

“É preciso ter atenção em casa e na escola. Crianças que piscam com muita frequência, que tropeçam de forma recorrente, que apresentam dificuldade para enxergar o quadro negro, todos esses elementos são indícios de algo errado com a visão”, lembra.

O oftalmopediatra voluntário da SAS Brasil, José Resende, fala sobre a recomendação do tempo de uso das telas.

“Menores de 2 anos não devem ter contato com telas. Dos 2 aos 5 anos, pode-se usar até uma hora por dia. Dos 6 aos 10 anos, entre uma e duas horas por dia. E dos 11 aos 18 anos, entre duas e três horas”, salienta.

Primeira consulta no oftalmologista

Patrícia Regina Souza, 48 anos, levou a neta para realizar uma consulta no oftalmologista após perceber que a neta enfrentava dificuldades de aprendizagem.

Silvia avisou a avó sobre a dificuldade de enxergar o quadro na sala de aula



Silvia avisou a avó sobre a dificuldade de enxergar o quadro na sala de aula

Foto: Paulo Pires/GES

“A Silvia tem 7 anos, mas já apresenta dificuldade de enxergar. Ela é um pouco mais alta que os colegas de turma, por isso, a professora colocou ela para sentar mais ao fundo da sala. Não deu certo. Percebemos que um dos olhos dela não tem a visão 100%. Ela vai ter que usar óculos com grau dois para o olho esquerdo”, explica a avó.

Atenção aos sinais e dicas dos especialistas

Pais e professores devem ficar atentos aos seguintes sinais:

– Se aproximar muito de livros, cadernos e telas;
– Dificuldade para enxergar o quadro ou copiar conteúdos corretamente;
– Se queixar frequentemente de dor de cabeça ou cansaço ocular;
– Lacrimejamento excessivo ou sensibilidade à luz;
– Desinteresse por atividades que exigem esforço visual, como leitura e desenho;
– E tendência a piscar excessivamente ou esfregar os olhos com frequência.

Ao notar qualquer um desses sinais, a orientação é levar a criança o quanto antes ao oftalmologista para uma avaliação profissional.

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