Mulher acusa dono de bar da Barra Funda de agressão: “Tentou me matar”

São Paulo — A gerente comercial Tatiana Marino de Melo, de 56 anos, relatou que foi vítima de agressão por parte do dono do bar Boteco Dona Tati, localizado na Rua Conselheiro Brotero, região da Barra Funda, em São Paulo, no sábado (22/2). Em um post no Instagram, ela disse ter sido atingida no rosto por uma garrafa de cerveja.

O Metrópoles apurou que Thiago Martins, que se apresentou como dono do bar para a vítima, é filho da dona, chamada Sebastiana Alves Martins.

Na publicação, Tatiana chamou Thiago de “um homem bêbado, intolerante, agressivo e um monstro”. Procurada pela reportagem, a vítima contou que a discussão começou quando ela tentou juntar uma mesa na outra e o homem, que se identificou como proprietário, afirmou que não era possível mexer na estrutura do local.

“Ele acabou com meu rosto, tive cortes profundos no rosto e no braço, que se tivessem sido no pescoço ele teria me matado”, lamentou a gerente comercial.

Segundo o boletim de ocorrência, quando Tatiana mexeu nas mesas, um indivíduo a abordou, insistindo que ela não podia fazer aquilo. Ela, então, questionou se ele trabalhava no bar e ele disse ser o dono. Em seguida, Thiago abordou o marido da vítima, Paulo, e eles discutiram. O casal foi colocado para fora do estabelecimento.

Do lado de fora, antes da agressão, Tatiana conversava com o segurança, que falava para ela ficar calma e que o “dono do bar” estava bêbado.  Ela, então, decidiu ir embora e Thiago deu a garrafada que atingiu a mulher no rosto. Veja:

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Mulher acusa dono de bar da Barra Funda de agressão

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Arquivo pessoal

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Ao Metrópoles, a gerente comercial disse que era a terceira ou quarta vez que ia ao Boteco Dona Tati. “Eu estava perto da saída [do bar], porque dentro da casa é muito cheio e muito quente. Eu estava encostada em um bistrô e tinham muitas pessoas dividindo o bistrô com a gente, pedindo para apoiarem copos e garrafas. A moça que estava na minha frente puxou um pouquinho o bistrô pra frente, que não foram nem 30 centímetros, pra facilitar para o pessoal apoiar as garrafas e os copos […] Foi esse o motivo”, contou.

Quando Tatiana estava saindo do estabelecimento, ela disse que um rapaz que estava na rua, apenas de curioso, acompanhando a conversa, perguntou o que estava acontecendo. Ela respondeu que “o cara cismou comigo por causa de um bistrô”, ao que o transeunte teria respondido: “Liga não, o cara [Thiago] está bem louco”. Nessa hora, segundo o relato de Tatiana, o dono do bar veio por cima do ombro do rapaz que estava na rua e estourou a garrafa na cara da vítima.

“Nisso eu perdi o sentido. Algumas pessoas me tiraram de lá, não sei quem são essas pessoas, não são pessoas conhecidas minhas, porque as pessoas que estavam ali comigo, um casal, meu marido e todas as outras que estavam ali na hora foram pra cima dele”, relatou Marino.

A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi registrado como lesão corporal no 89° DP (Jardim Taboão), sendo a área dos fatos o 77° DP (Santa Cecília). Além disso, informou que a vítima manifestou representação criminal contra o autor e que diligências estão em andamento para elucidar o caso.

O que disse o bar

Na terça-feira (25/2), o Boteco Dona Tati publicou, em seu Instagram, um pronunciamento oficial. No post, o bar disse que “com surpresa, recebeu a notícia da agressão”. Eles afirmam que houve um episódio de briga generalizada na parte externa do estabelecimento e que estão colaborando com a apuração, que acontece no 77º DP, em Santa Cecília.

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Em nota enviada à reportagem, o Boteco Dona Tati afirmou que repudia qualquer tipo de violência e que tem como pilares fundamentais o respeito e a coletividade de todas as pessoas que frequentam o espaço. Segundo eles, no sábado, houve uma briga generalizada na área externa, que resultou em ferimentos para algumas pessoas. “Lamentamos profundamente o ocorrido e nos solidarizamos com todos os envolvidos”, diz o texto.

Questionada sobre a alegação de que o filho da dona do estabelecimento seria o autor da agressão, a assessoria do bar informou que, desde que tomou conhecimento dos fatos, está apurando o acontecimento com total seriedade e transparência. “Por se tratar de uma situação delicada, que envolve diferentes versões, não podemos, neste momento, comentar detalhes específicos ou atribuir responsabilidades, para evitar prejuízos às investigações em curso e assegurar que os fatos sejam esclarecidos com base em provas concretas”, acrescenta a nota.

O Boteco Dona Tati ressaltou que está colaborando com as autoridades competentes para garantir que o ambiente continue sendo um espaço seguro e acolhedor para todas as pessoas. A direção da casa reafirmou seu compromisso com a segurança e o respeito.

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