Fleury lucra R$ 84 milhões no 4º tri, com alta de 3,3%, e anuncia dividendos

O Fleury (FLRY3), grupo de medicina diagnóstica, registrou lucro líquido contábil de R$ 84 milhões no quarto trimestre de 2024. A cifra é 3,3% maior do que a registrada no mesmo período anterior, de R$ 81,3 milhões. No acumulado de 2024, porém, o crescimento foi mais expressivo, de 32%, chegando a R$ 616,2 milhões.

Os resultados contábeis englobam os números de Hermes Pardini a partir de maio de 2023, quando a transação com o Fleury foi concluída. O ano passado foi o mais relevante para a companhia em termos de captura de sinergias dessa fusão.

“Ainda existem capturas de sinergia, mas não tão importantes como foram as de 2024. A maior parte da integração ocorreu de fato no ano que passou, mas a gente vai continuar perseguindo todas as oportunidades”, afirmou Jeane Tsutsui, CEO do Grupo Fleury, ao InfoMoney.

Com a fusão, são esperados mais de R$ 200 milhões de incremento em Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros impostos, depreciações e amortizações) até 2026 e, de acordo com a executiva, a empresa está “em linha” com essa meta.

O Ebitda foi de R$ 405,4 milhões no quarto trimestre e de R$ 1,982 bilhão no ano de 2024, com crescimento de 7,9% e 19,6% respectivamente. A margem Ebitda trimestral ficou em 22%, afetada pela sazonalidade típica do período, mas a anual registrou um crescimento de 1,9 ponto percentual, para 25,8%.

A receita líquida do Grupo Fleury entre outubro e dezembro do ano passado avançou 7,9%, para R$ 1,893 bilhão. No acumulado de 2024, a cifra foi de R$ 7,68 bilhões, com alta de 18,8%.

Em medicina diagnóstica, a receita bruta cresceu 14,1% no trimestre, para R$ 1,353 bilhão. No ano, atingiu R$ 5,599 bilhões, com alta de 14,1%.

A marca Fleury, que já foi carro chefe do grupo, hoje responde por cerca de 25% da receita bruta da companhia. E entre outubro e dezembro, cresceu 9,5% em relação ao ano anterior.

“Hoje a gente tem crescido mais em outras marcas, que tem rentabilidade ligeiramente menor que Fleury, porém com retorno sobre capital investido semelhantes. […] Não olhamos apenas para o top line“, diz Jeane.

Jeane Tsutsui, CEO do Grupo Fleury (Divulgação)

A receita bruta B2B, de hospitais e lab-to-lab, cresceu 5,5% no trimestre, para 465,7 milhões e 43,5% no ano, para R$ 1,958 bilhão. E em Novos Elos, vertical de serviços ambulatoriais, houve crescimento de 3,9% no faturamento bruto do trimestre, para R$ 174,9 milhões, e de 10,2% no ano, para R$ 762,7 milhões.

As despesas operacionais da companhia avançaram 17,5% no quarto trimestre, para R$ 252,6 milhões. E no ano, o grupo Fleury desembolsou R$ 945,4 milhões, 14,7% a mais do que em 2023.

O fluxo de caixa operacional do Grupo Fleury foi de R$ 1,930 bilhão em 2024. Isso ajudou a companhia a reduzir sua alavancagem, apesar da companhia ter feito duas aquisições de menor porte no ano passado – o Grupo São Lucas, por R$ 69,8 milhões, e a Confiance Medicina Diagnóstica, por R$ 130 milhões. A dívida líquida terminou o ano valendo 1 vez o Ebitda e o custo do endividamento também ficou menor que o do final de 2023.

“A gente segue acompanhando oportunidades [de aquisição] dentro da nossa disciplina”, afirmou Jose Antonio Filippo, CFO do Fleury. “Os M&A’s pequenos continuam, desde que os nossos requisitos financeiros e estratégicos sejam atendidos”.

Filippo explica que aproximadamente 47% do capex da companhia é investido em tecnologia da informação digital, uma gera um ganho de eficiência para a companhia. Agendamentos de exames e recebimento de resultados por aplicativo tem ajudado a companhia a reduzir custos de atendimento.

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Segundo o executivo, a geração robusta de caixa da companhia permite que o Fleury faça investimentos de capital sem mexer na alavancagem, ao mesmo tempo em que a empresa trabalha com um payout (percentual do lucro que é distribuído ao acionista) elevado.

Fleury vai distribuir dividendos

Junto com o resultado, o Grupo Fleury informou que o seu conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 254,1 milhões em dividendos. O montante corresponde a R$ 0,4667 por ação, excluindo papéis em tesouraria. O acionista vai ser remunerado no próximo dia 9 de maio.

Investidores que estiverem com o papel no fechamento do pregão da próxima quarta-feira (6) vão ter direito ao provento, que entra na conta do dividendo mínimo obrigatório do exercício social de 2024.

Em dezembro passado, a companhia aprovou R$ 116,4 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) que foram pagos no dia 27 daquele mesmo mês;

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