Consórcio pode ser uma boa opção para investidores? Veja as estratégias

Em um cenário de juros elevados e incertezas no mercado financeiro, o consórcio tem se tornado uma alternativa cada vez mais procurada por investidores que buscam alavancagem patrimonial de forma mais planejada e previsível. Em entrevista ao programa BM&C News, Fernando Brito, do Grupo Maldivas, destacou as vantagens dessa modalidade e explicou como os investidores podem utilizá-la estrategicamente para otimizar seus recursos e evitar custos excessivos com financiamentos tradicionais.

Juros altos impulsionam o mercado de consórcio

De acordo com Brito, quando a taxa Selic está elevada, os financiamentos tradicionais se tornam mais onerosos, uma vez que os juros embutidos tornam o custo final da operação significativamente mais alto. “No consórcio, não há juros embutidos, mas sim uma taxa de administração pré-fixada, o que permite previsibilidade ao investidor”, explicou.

Para imóveis, por exemplo, as taxas giram em torno de 20% a 25% ao longo do prazo do consórcio, enquanto financiamentos bancários podem resultar em um desembolso total de até três vezes o valor inicialmente tomado. Dessa forma, o consórcio se torna uma opção viável para quem deseja evitar o peso dos juros compostos ao longo do tempo.

Consórcio como ferramenta de alavancagem patrimonial

Além de ser uma alternativa mais acessível para aquisição de bens, o consórcio também pode ser utilizado como uma ferramenta de alavancagem financeira. Brito explica que, ao combinar o consórcio com investimentos em renda fixa, é possível obter ganhos expressivos. “O investidor pode tomar um consórcio com taxa de administração de 20% ao longo de 180 meses e, ao ser contemplado, utilizar esse crédito para investimentos que ofereçam retornos superiores, como a própria renda fixa, atualmente com taxas próximas de 15% ao ano”, detalhou.

Outra estratégia mencionada foi a possibilidade de utilizar o consórcio para transferência de patrimônio da pessoa física para a pessoa jurídica. Segundo Brito, investidores que possuem holdings patrimoniais podem contratar um consórcio em nome da PJ, utilizar a carta de crédito para comprar um imóvel da pessoa física e, assim, reestruturar seu patrimônio de forma mais eficiente.

Mercado secundário e arbitragem de crédito

Uma das possibilidades que tornam o consórcio atraente é a arbitragem de crédito. Brito explica que é possível vender uma carta de crédito contemplada no mercado secundário, permitindo a monetização do investimento. “Um investidor pode adquirir cotas de consórcio, aguardar a contemplação e vender a carta para terceiros que necessitam de crédito imediato, obtendo margem financeira sobre a operação”, destacou.

Para quem deseja utilizar o consórcio como uma estratégia de proteção patrimonial, a previsibilidade dos custos é um diferencial. “Diferente de investimentos voláteis, onde a oscilação do mercado pode impactar negativamente o retorno, o consórcio tem uma estrutura mais segura, permitindo um planejamento financeiro eficiente”, concluiu Brito.

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