Novo Hamburgo muda gestão de unidades de saúde para reduzir custos

A partir da próxima segunda-feira (3), a administração das Unidades de Saúde da Família (USFs) Mundo Novo, Operário, Palmeira, Petrópolis e Rondônia 2 passará a ser de responsabilidade da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH). Isso ocorre devido ao rompimento do contrato entre a Prefeitura de Novo Hamburgo e o Grupo Solução em Gestão (Seg), empresa terceirizada responsável por prestar esse serviço.

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USF Mundo Novo é uma das que mudou de gestão | abc+



USF Mundo Novo é uma das que mudou de gestão

Foto: Bruna de Bem/GES-Especial

A mudança não deverá alterar os atendimentos nas unidades de saúde, de acordo com a secretária municipal de Saúde, Betina Espíndula. Médicos e agentes de saúde permanecerão os mesmos, porém as equipes de enfermagem, limpeza e recepção terão adaptações, com a contratação de novos profissionais pela FSNH, conforme concurso público ou processo seletivo vigente.

Corte de gastos

A troca da administradora das cinco unidades de saúde ocorre como medida de economia, com uma expectativa de redução de R$ 200 mil mensais nos custos públicos. “A atenção primária necessita de qualidade no serviço prestado. É uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) que não sejam terceirizados os administradores das unidades de saúde, além de ser uma orientação do Ministério da Saúde. Por isso, a Fundação foi escolhida, o que gera uma economia”, explica Betina.

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Esclarecimento na Câmara

Na última segunda-feira (24), a secretária municipal de Saúde compareceu à Câmara Municipal de Vereadores para prestar esclarecimentos sobre possíveis mudanças nos atendimentos. A convocação foi feita pela vereadora Professora Luciana Martins (PT), que demonstrou preocupação com o rompimento de vínculos entre pacientes e profissionais, uma das principais características das USFs. “Temos uma comunidade insegura quanto à continuidade dos atendimentos”, declarou durante a sessão.

A economia que a medida trará é defendida pela secretária. “Herdamos uma dívida de R$ 36 milhões na Saúde da última gestão, dinheiro que vai fazer falta, sendo descontado do orçamento anual. A transição para a FSNH significa uma economia de mais de R$ 2 milhões por ano, mas não vamos guardar esse dinheiro. Vamos reinvestir na atenção primária e na qualidade do serviço, esse é o nosso compromisso”, reforça Betina, que acredita que, com o fortalecimento da atenção primária, haverá redução das filas nas UPAs e no hospital.

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O que diz a Fundação

A FSNH é responsável pela administração do Hospital Municipal, das duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), de duas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e de outras 14 USFs da cidade. A instituição já trabalha para compor as equipes que prestarão atendimento. “A equipe toda está empenhada para acolher as demandas da população e oferecer um atendimento de excelência”, salienta a diretora-presidente da FSNH, Vânia Horbach.

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O contrato da nova administração das unidades de saúde será feito por meio de um aditivo no documento vigente, referente às demais unidades já sob gestão da FSNH. Esse contrato é reavaliado e renovado anualmente.

A Seg foi procurada para esclarecimentos, mas, até o fechamento da reportagem, não houve retorno. O canal permanece aberto para manifestação.

 

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