Marcos do Val é tema de debate entre líderes do Senado

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) foi pauta na reunião de líderes do Senado, realizada na última quinta-feira (13), na residência oficial da Casa, em Brasília. Durante o encontro, senadores cobraram um posicionamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre a situação do parlamentar. Apesar das discussões, Alcolumbre ouviu as manifestações sem indicar quais medidas tomará.

Uma parte dos líderes defendeu que uma das representações contra Do Val avance no Conselho de Ética, alegando que ele tem “ultrapassado limites” e causado “constrangimentos” à Casa. Outra ala, no entanto, foi contrária à abertura de um processo e sugeriu que o Senado dialogue com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para discutir os bloqueios impostos ao senador.

Processos e preocupações no Senado

Atualmente, Do Val responde a uma denúncia e seis petições no Conselho de Ética do Senado. A denúncia já tem relator designado: Jorge Seif (PL-SC). No entanto, o conselho praticamente não tem se reunido – o último encontro ocorreu em julho de 2024.

Enquanto isso, parte dos senadores e servidores manifestam preocupação com o estado emocional de Do Val. Recentemente, ele publicou uma mensagem enigmática nas redes sociais, na qual mencionava aqueles que desejam sua morte. O post foi apagado pouco depois, mas gerou apreensão entre aliados e colegas de Casa.

O que diz Do Val

Em resposta ao Metrópoles, o senador afirmou que a liberdade de expressão deve ser garantida a todos. “Essa é exatamente a minha luta: a defesa da democracia, da liberdade de expressão, o fim da censura e o respeito à Constituição Federal”, declarou.

Sobre as críticas de que sua atuação causa constrangimento, ele rebateu: “O debate político faz parte da democracia e deve ser conduzido com transparência e respeito às instituições. Mas quando dizem que minha presença causa ‘constrangimento para a Casa’, pergunto: qual o fundamento disso?”.

Do Val concluiu defendendo que eventuais discordâncias sejam tratadas dentro dos princípios democráticos. “O que não pode acontecer é transformar opiniões políticas em justificativas para retaliação ou tentativas de silenciamento”, afirmou.

Investigação no STF e restrições impostas

O senador é investigado pelo STF sob suspeita de obstrução de Justiça. Além das críticas recorrentes a Moraes e outros ministros da Corte, ele também já fez publicações contra o delegado da Polícia Federal Fábio Schor, responsável por investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Atualmente, Do Val teve os bens bloqueados e o passaporte retido por determinação do STF. No entanto, Moraes autorizou que o senador receba mensalmente 30% de seu salário – o equivalente a cerca de R$ 13.800, considerando a remuneração bruta de R$ 46.000.

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