Campeã dentro e fora das quadras: Hortência revela por que é Rainha

Campeã mundial, finalista olímpica, empresária, comentarista esportiva, palestrante e mãe. Certamente, ela não é chamada de Rainha à toa. São vários porquês que a tornam irreverente.

Apaixonada por provocações, Hortência de Fátima Marcari começou a ser desafiada no mundo do esporte desde cedo. Mas, foi aos 14 anos que a campeã viveu um amor à primeira vista: o basquete.

Há 50 anos, a finalista olímpica atuava nas quadras. Na época, ela não estava nem aí se não tinha mentoria, marketing esportivo e até coaching. Isso porque, para a equipe feminina atuar, era preciso que as mulheres gritassem mais alto que os homens.

Assim, ela enxergou os imbróglios como alimentos à alma de atleta e meteu a cara.

Nascida em 23 de setembro de 1959, na cidade de Potirendaba (SP), Hortência foi titular da Seleção Brasileira feminina de basquete, pela primeira vez, aos 16 anos.

Recordista de pontos na Seleção Brasileira, com 3.160 tentos, teve como grande conquista a medalha de ouro no Pan-Americano de 1991, em Havana, Cuba.

Pela seleção feminina, conseguiu o Campeonato Mundial em 1994, na Austrália. Mas, interrompeu a carreira para ter o primeiro filho.

Poucos meses depois de ser mãe, a Rainha encarou os Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta. Resultado: a Seleção Brasileira alcançou a maior conquista no basquete feminino até hoje, que é a medalha de prata olímpica.

Reconhecida internacionalmente, Hortência faz parte do Hall da Fama do Basquetebol Feminino e do Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos, além do Hall da Fama da FIBA, na Espanha.

Hortência, Rainha do Basquete - Metrópoles

Para levar ao público as lições de uma atleta e campeã, a 6ª edição do Metrópoles Talks receberá a Rainha na palestra “Hortência: Lições de uma vida”. O evento será realizado em 31 de março no auditório principal do Ulysses Centro de Convenções, em Brasília (DF).

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No talk, a palestrante compartilhará as experiências em quadra e como elas se aplicam nas escolhas e desafios do dia a dia, além de trazer insights importantes sobre comprometimento, preparação, concentração e foco.

Contudo, para aumentar ainda mais a expectativa, o Metrópoles entrevistou a Rainha com exclusividade e traz spoilers sobre o que o público pode esperar do talk:

Para começarmos com o pé direito, quero saber mais sobre você. Fora da quadra, dos palcos e das telas, quem é a Hortência de Fátima Marcari?

Muito simples! Eu gosto de coisas simples, mas bem organizadas. Fiz um planejamento na minha vida, porque descobri logo cedo que tinha um dom, o de ser atleta. Então, apostei nisso por 22 anos. Em primeiro plano, vinha minha profissão; e nada me fez distrair.

Na caminhada, encontrei o pai dos meus filhos, sem deixar o foco na profissão. Só depois parei e foquei na minha família. Sou mãe de dois meninos. Hoje, eu me preocupo muito em viver o presente, porque já tenho 65 anos, né? E, também, me realizei muito na minha vida profissional.

Enfim, eu amo curtir a vida e a companhia dos meus amigos. Além disso, viajo muito; com duas a três viagens internacionais por ano. Por esse motivo, quando estou em casa, amo curtir meu lar.

Desde os 9 anos de idade, você já praticava esportes variados. Mas, quando, de fato, aconteceu o start para o basquete?

Posso dizer que tenho o dom de ser atleta, corpo de atleta e personalidade de atleta. Antes do basquete, tive várias apresentações em outros esportes, mas, quando peguei a bola de basquete pela primeira vez, me apaixonei.

E posso destacar que, ainda aos 14 anos, fui cercada por pessoas que me deram grandes oportunidades de crescimento.

Comecei a treinar com o técnico da Seleção Brasileira da época, ganhei uma bola de basquete de uma jogadora da Seleção.

Então, aprendi ao lado de pessoas que me encantaram e abriram portas, além de me ensinarem como se comportar dentro e fora da quadra.

Ainda nessa questão, você recebeu apoio familiar? Como seus pais, familiares e amigos reagiram a uma das escolhas que marcaria sua vida para sempre?

Honestamente, nunca me preocupei com o apoio de amigos. Meus pais nunca se opuseram também. Sempre me apoiaram em qualquer escolha que eu fizesse.

Afinal, eles só tinham orgulho das minhas escolhas, porque nunca dei decepção nem trabalho a eles.

Meu pai, por exemplo, foi me ver jogar basquete quando eu já estava na Seleção Brasileira. Apenas disseram: vai ser feliz!

Como foi pra você saber que participaria dos Jogos Olímpicos, sendo o seu primeiro em 1992?

Foi na época em que eu tinha meus 32 anos, quase no fim da minha carreira, quando conseguimos classificar o Brasil em uma Olimpíada.

E digo mais: ser atleta não é só alegria. É uma provação que você tem que ter todo dia. Você precisa provar todos os dias que você tem condições de estar ali, naquele lugar. É uma pressão muito grande, a cobrança é em demasia; não é fácil, nem é qualquer pessoa que aguenta tudo isso.

Sim, eu era muito feliz! Eu escolhi aquilo! Contudo, não é um processo tão simples e fácil de aguentar. Há uma pressão psicológica, física; são dores horríveis pelas quais se deve passar, mas, pelos meus resultados, sempre valeu muito a pena.

Já fui vaiada sim, mas também já fui muito aplaudida. Quando vesti a camisa da Seleção, não foi só vitória, claro, mas estou feliz pelas minhas conquistas.

No total, carrega quantos títulos?

Eu nunca contei os meus títulos, acredita? Mas, o que posso dizer é que o único título que já disputei e nunca consegui ser campeão foi o olímpico.

Fui para a final, mas não levei a medalha de ouro. Já fui campeã pan-americana, sul-americana, brasileira, paulista e mundial. Só não consegui a olímpica.

Para você, o sucesso nasce do querer, da determinação e da persistência em chegar-se a um objetivo. Honestamente, o que te movia? Qual era seu maior impulsionamento para fazer bem feito dentro das quadras?

Eu sou apaixonada por desafios. Eu gosto mesmo disso. Ah! E odeio perder. Se alguém me perguntar se eu quis ser campeã, a resposta é não, não queria. Mas, então o que me fez ser? É justamente porque não gosto de perder. Eu entrava na quadra para ser uma pessoa vitoriosa, uma pessoa que desse certo.

Eu não treinava, eu me preparava para o acerto. Eu não estava lá só para treinar, eu estava para acertar. Eu não queria ser só uma arremessadora de três ou dois pontos.

Eu queria tudo! Ser a pessoa que mais defendia, que pegava rebote, que fazia bons passes. Não me destaquei em todos, claro, mas eu treinei para isso, entende?

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Metrópoles Talks

Além da campeã Hortência, outros grandes nomes já estiveram presentes no projeto de palestras do Metrópoles. Em dezembro, a fisioterapeuta, sexóloga, especialista em sexualidade feminina e youtuber Cátia Damasceno compartilhou os bastidores de décadas de atendimentos no consultório e trouxe histórias com as quais muitas pessoas se identificam.

Em outubro, a médica Ana Claudia Quintana Arantes convidou o público a refletir sobre a jornada da vida sob um ângulo surpreendente; já o advogado Samer Agi contou os segredos para criar um discurso que conecta a audiência ao orador.

Em agosto, o psicólogo Rossandro Klinjey e a jornalista Daniela Migliari abordaram autoconhecimento e gestão das emoções. Em junho, foi a vez de o navegador Amyr Klink promover uma conversa cheia de reflexões sobre a busca pela felicidade em meio às tempestades da vida.

Hortência em Brasília

Palestra: “Hortência: Lições de uma vida”
Data e horário: 31 de março (segunda-feira), às 20h
Local: Ulysses Centro de Convenções

Onde comprar: Bilheteria Digital

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