Como agiam brasileiros ligados ao PCC presos por tráfico nos EUA

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou detalhes da atuação de 18 brasileiros acusados de tráfico de armas e drogas em território americano. Parte dos investigados integra uma célula do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas da América Latina.

Segundo a investigação, o grupo atuava em diversos municípios de Massachusetts e se organizava como um verdadeiro braço do crime transnacional, responsável por abastecer gangues locais com armas ilegais e fentanil, droga considerada uma crise de saúde pública nos EUA.

Os criminosos traficavam pistolas, rifles e espingardas, principalmente vindos da Flórida e da Carolina do Sul. As armas eram transportadas até Massachusetts, onde eram vendidas a outras facções, como a “Tropa de Sete” e o “Trem Bala”.

A operação, batizada de “Take Back America”, ocorreu após um ano de investigações e resultou na apreensão de 110 armas de fogo, munições e doses de fentanil. Segundo as autoridades, os brasileiros agiam com estrutura e funções definidas: alguns eram responsáveis pela compra e transporte das armas, outros pela revenda e distribuição.

Dos 18 acusados, 12 estavam em situação irregular nos Estados Unidos. As penas podem chegar a 15 anos de prisão, além de deportação após o cumprimento da sentença.

Segundo a procuradora Leah Foley, os réus faziam parte de um “sindicato do crime ilegal”, e o grupo teve papel direto na introdução de armamento pesado e entorpecentes em comunidades americanas.

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