Mais de 50% do orçamento do Turismo em 2024 veio de emendas parlamentares

brasil (Banco de imagens Pexels/Oleksandr Pidvalnyi)

Esporte e Turismo foram as pastas mais dependentes (Banco de imagens Pexels/Oleksandr Pidvalnyi)

O turismo brasileiro, um dos pilares da economia nacional, está cada vez mais atrelado às decisões políticas do Congresso. Em 2024, mais de 50% do orçamento do Ministério do Turismo veio de emendas parlamentares, reduzindo a autonomia da pasta e colocando o direcionamento dos recursos nas mãos de deputados e senadores. Esse cenário levanta questionamentos sobre a qualidade dos investimentos e a eficácia das políticas públicas voltadas ao setor.

Segundo levantamento do g1, a dependência das emendas é ainda mais expressiva no Ministério do Esporte, onde 72,57% da verba disponível no ano passado foi fruto de indicações parlamentares. Especialistas alertam que esse modelo pode comprometer a alocação eficiente dos recursos, já que as decisões passam a ser influenciadas mais por interesses políticos regionais do que por critérios técnicos e estratégicos.

No caso do turismo, isso pode significar investimentos pulverizados e desconectados de um planejamento nacional de longo prazo, dificultando o desenvolvimento sustentável do setor.

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