Hapvida (HAPV3): Goldman corta preço-alvo, mas reitera recomendação de compra

O Goldman Sachs reduziu o preço-alvo das ações da Hapvida (HAPV3) de R$ 4,30 para R$ 4,00, refletindo o aumento das contingências e os efeitos da judicialização no setor de saúde, que pressionam o lucro líquido ajustado – projetado em R$ 1,429 bilhão para 2025, uma queda de 11%. Às 12h45, a ação da operadora de saúde caía 0,92%, a R$ 2,15.

Por outro lado, o banco reiterou a recomendação de compra para Hapvida, destacando os múltiplos atraentes (P/L ajustado de 7,7 vezes para o final de 2025), que, na sua visão, oferece margem para absorver eventuais impactos negativos operacionais, regulatórios ou decorrentes da judicialização.

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Além disso, o Goldman prevê que a Hapvida apresentará um dos maiores yields (rendimentos) de fluxo de caixa livre recorrente (10,5%) dentro de sua cobertura, fator particularmente relevante para o setor de saúde em 2025, diante da elevação das taxas de juros no Brasil.

Em resumo, o banco projeta contingências totais equivalentes a 3,3% da receita em 2025, acima da estimativa anterior de 2,6% e em linha com o nível registrado no 4T24, desconsiderando impactos não recorrentes. “O aumento das contingências, aliado a resultados financeiros mais fracos, é o principal fator por trás da revisão para baixo de nossas projeções de lucro”, afirmam os analistas.

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Quanto ao impacto no caixa, o Goldman prevê uma saída de aproximadamente R$ 960 milhões em 2025, composta pela constituição de novos depósitos judiciais cíveis (cerca de R$ 820 milhões) e pelo pagamento e execução de processos provisionados (cerca de R$ 140 milhões).

Do ponto de vista operacional, os resultados do 4T24 indicaram tendências melhores do que o esperado, especialmente em adições líquidas de beneficiários. No entanto, analistas destacam a incerteza no ambiente competitivo, particularmente em São Paulo, o que adiciona desafios à perspectiva de crescimento da companhia.

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