A orientação do Planalto sobre o julgamento de Bolsonaro no STF

O Palácio do Planalto orientou integrantes do governo a evitarem comentários públicos sobre o julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF, a partir da terça-feira (25/3).

A recomendação de ministros palacianos é para que os demais auxiliares de Lula evitem comentar o assunto em discursos durante eventos oficiais e até em suas próprias redes sociais.

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Sidônio Palmeira é chefe da Secom

A ministra da SRI, Gleisi Hoffmann
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo
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Rui Costa é ministro da Casa Civil

Reprodução

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Sidônio Palmeira é chefe da Secom

Ricardo Stuckert/PR

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A ministra da SRI, Gleisi Hoffmann

Hugo Barreto/Metrópoles
@hugobarretophoto

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo

Graccho/ASCOM/SGPR

A avaliação no Planalto é de que, embora Bolsonaro seja adversário de Lula, o tema não é do governo e, por isso, não deve ser debatido publicamente por ministros. A ideia é não politizar o assunto dentro da gestão petista.

A orientação, contudo, pode não ser seguida por alguns ministros. Ex-presidente do PT e agora chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hofmann já fez críticas públicas ao envolvimento de Bolsonaro no inquérito.

Inclusive, como a coluna noticiou, a ministra chegou a comemorar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) em um bar com aliados petistas. Na época, porém, ela ainda não era ministra do governo.

PT prepara arsenal e transmissão

No PT, porém, a orientação é justamente o contrário. Como a coluna noticiou na segunda-feira (24/3), lideranças do PT de Lula preparam um arsenal para atacar Bolsonaro e seus aliados.

O julgamento de Bolsonaro ocorrerá na Primeira Turma do STF. O colegiado decidirá se aceita ou não a denúncia da PGR contra o ex-presidente e outras sete pessoas no âmbito do inquérito do golpe.

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