Morre mulher atropelada por charrete na praia durante passeio de bike

São Paulo — Uma mulher chamada Thalita Rochino, 37, morreu nesta terça-feira (25/3), após ser atropelada por uma charrete enquanto andava de bicicleta na manhã do último domingo (23/5), em uma praia de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo. A informação foi confirmada ao Metrópoles pelo marido da vítima.

Segundo o boletim de ocorrência (B.O.) obtido pelo Metrópoles, o homem que atropelou a vítima, identificado como Rudney Gomes Rodrigues, alegou que estava passando com a charrete pela faixa de areia da praia quando notou a presença de pedestres.

O condutor viu uma pessoa à sua esquerda e desviou. Foi neste momento que Thalita, que vinha pelo lado direito, teria cruzado na frente da charrete, “ocasionando uma colisão frontal”, afirmou Rudney.

O homem ainda contou que, por não ter onde deixar o veículo, andou 100 metros para frente do local para prender o animal. Enquanto isso a esposa do condutor, que vinha logo atrás, prestou socorro à vítima. Rudney retornou ao local do acidente e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Thalita foi atendida e encaminhada à UPA de Itanhaém, mas foi transferida para um hospital particular atendido pelo próprio convênio médico. Ela gravou um vídeo momentos antes de ser atropelada.

O caso foi registrado como lesão corporal pela Delegacia Seccional de Itanhaém.


Acusações de racha

  • Familiares da atropelada alegaram que Rudney participava de um racha com cherretes no momento do atropelamento, informação que foi negada pelo advogado do suspeito, Francisco Silveira Filho:
  • “Ressaltamos que, em nenhum momento, o autor participava de qualquer tipo de disputa ou ‘racha’, tratando-se de um passeio familiar”, diz o posicionamento.
  • Além disso, a nota da defesa diz que Rudney estava passeando a cavalo com sua família pelas ruas do bairro, porém pela ausência de uma “orla apropriada para o tráfego, optou por transitar pela faixa de areia até a próxima saída”. O advogado ainda mencionou que o trecho da praia é um local “tradicionalmente utilizado para passeios a cavalo há mais de 20 anos, em razão de ser uma área pouco habitada”.
  • O boletim de ocorrência foi registrado pelo próprio condutor.

 

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