“Sentimento de impunidade”, diz advogada da família de menina que morreu em atropelamento

Um sentimento de impunidade, por conta da frequência de casos sem providências tomadas ou culpados apontados. É assim que a advogada Roberta Gomes, que representa a família da menina de 5 anos que morreu atropelada por um ônibus desgovernado, entende mais um acidente que terminou em tragédia em Sapucaia do Sul.

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Emanuelly de Souza, de 5 anos, morreu em acidente nesta segunda-feira (24)



Emanuelly de Souza, de 5 anos, morreu em acidente nesta segunda-feira (24)

Foto: Arquivo pessoal

O caso trata-se do terceiro acidente com morte na cidade em menos de 20 dias. No primeiro, em 6 de março, duas pessoas foram atropeladas por um ônibus na pista de caminhada da Avenida Sapucaia, resultando na morte de Rosimeri Feiber da Silva, 50. O motorista teria perdido controle do veículo após sofrer um mau súbito.

Roberta lembrou que, uma semana depois, Iracema Silva Müller, 60 anos, também foi vítima de atropelamento no município, quando um veículo colidiu contra a bicicleta onde ela estava. A mulher morreu no local.

O caso mais recente aconteceu nesta segunda-feira (24), quando pai e filha foram atropelados por um ônibus desgovernado, enquanto ele levava a menina para a escola, no loteamento Colina Verde, bairro Vargas. Toni Vanderlei de Souza, 62 anos, e sua filha, Emanuelly de Souza, 5 anos, foram atingidos e morreram na hora. A despedida deles ocorreu nesta quarta-feira (25).

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“Três tragédias”

“Três tragédias absurdas, sem resultado, sem presos”, disse a advogada Roberta Gomes, durante o velório da menina, lembrando os três casos registrados recentemente. Na percepção dela, a cidade não se preparou para situações como essa, citando como exemplo o fato de não haver guard-rails ou qualquer proteção para os pedestres na pista de caminhada entregue na Avenida Sapucaia.

Além disso, ela comenta que nenhuma medida foi anunciada pela prefeitura, como redutores de velocidade ou câmeras de videomonitoramento.

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Revolta

Prestando auxílio à família de Emanuelly, a advogada destacou que eles aguardam por justiça. “A família está com o sentimento de revolta e realmente impunidade, porque eles entendem que já foi noticiado que não houve falha mecânica, foi uma falha humana. Esse veículo desceu e veio a matar duas pessoas. Mataram duas pessoas e uma pessoa não ser presa? Não tem como não ter esse sentimento de revolta, impunidade mesmo”.

Roberta também falou sobre os próximos passos. “A gente já está em contato a seguradora da empresa de ônibus. Mas agora queremos cuidar um pouco mais da saúde da mãe, porque é uma família extremamente humilde, pra depois a gente dar andamento e acompanhamento no inquérito”, colocou.

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