6 brasileiros que mais fizeram fortuna com Bitcoin

O Bitcoin já mudou vidas, arrastou fortunas para o topo e levou alguns protagonistas ao fundo do poço. No Brasil, onde a criptoeconomia cresceu exponencialmente nos últimos anos, alguns personagens se destacaram por acumularem verdadeiras montanhas de BTC. Seja por visão, influência ou pirâmides.

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Confira os seis brasileiros que, em algum momento, foram considerados entre os maiores detentores de Bitcoin do país e fizeram fortuna com a tecnologia. Os dados têm como base dados públicos, relatos de mercado e entrevistas

1 Daniel Fraga: um dos primeiros brasileiros a fazer fortuna com Bitcoin – 23.000 BTC

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Daniel Fraga, brasileiro de paradeiro desconhecido que usou Bitcoin para enganar o governo. (Imagem: Internet/Reprodução)

Uma personalidade que não se sabe ao certo onde vive atualmente. Daniel Fraga é um pioneiro do Bitcoin no Brasil, conhecido por sua defesa fervorosa das criptomoedas e críticas ao sistema governamental.

Ele começou a investir em Bitcoin quando a moeda valia cerca de US$ 13, acumulando uma quantidade significativa ao longo dos anos. Daniel Fraga possuía uma carteira com mais de 23 mil bitcoins.

Envolvido em diversas disputas judiciais devido às suas opiniões controversas, Fraga supostamente converteu todo o seu patrimônio em Bitcoin para evitar confisco. Desde 2017, ele mantém um perfil discreto, e há poucas informações sobre seu paradeiro atual.

2 Rodrigo Marques (Atlas Quantum) – 15.000 BTC

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Rodrigo Marques é conhecido por fundar a Atlas Quantum em 2015, uma plataforma de investimentos em criptomoedas que chegou a gerenciar até 15.000 BTC. Sua fortuna em Bitcoin veio de golpe que aplicou em centenas de brasileiros.

No entanto, em 2019, a empresa enfrentou graves problemas financeiros, resultando na suspensão de saques e em prejuízos para milhares de investidores.

A última vez em que foi visto, Marques estava esbanjando uma vida de luxo pelas ruas da Califórnia (EUA), conforme relatou o Livecoins em 2024. De acordo com o Grupo da Operação Valquíria, que localizou seu paradeiro, ele vive nos Estados Unidos há três meses, em uma mansão.

Anteriormente, ele já havia sido localizado em uma mansão próxima de Barcelona (Espanha), onde residiu por alguns anos. Por lá ele também vivia com luxo e dirigia até uma McLaren pelas ruas.

3 Renato Amoedo (“Trezoitão”) – 200 BTC

Renato Amoedo

Renato Amoedo, mais conhecido como “Trezoitão”, é um entusiasta e educador no espaço do Bitcoin. Ele é coautor do livro “Bitcoin Red Pill” e utiliza plataformas como Instagram e YouTube para disseminar conhecimento sobre Bitcoin e finanças descentralizadas.

Há mais de 17 anos atuando na Polícia Civil, Trezoitão construiu uma reputação sólida como perito criminal. Portanto, ele é especialista em reconstituir cenas de crimes, vasculhar lixos em busca de provas e encontrar pistas onde ninguém mais vê. Seu apelido vem da paixão pelo tradicional revólver calibre .38, símbolo tanto da sua profissão quanto da sua personalidade incisiva.

Além da atuação forense, Renato se destaca como pesquisador em Bitcoin, professor e coautor do livro Bitcoin Red Pill – obra que propõe uma visão crítica e descentralizada da economia tradicional. É filiado à ABDE (Associação Brasileira de Direito e Economia) e ao CONPEDI, além de ter sido coordenador adjunto do curso de Direito da Faculdade Batista Brasileira (FBB) e professor substituto da UFBA.

Apesar de sua discrição nas redes, Trezoitão é presença constante em podcasts, conferências e painéis sobre criptomoedas, onde combina análises técnicas com uma visão ética, filosófica e cristã sobre o dinheiro, o Estado e o papel da liberdade individual. Ele defende o Bitcoin não apenas como ativo financeiro, mas como instrumento de soberania e proteção patrimonial.

4 Rocelo Lopes (Stratum) – mais de 1.000 BTC

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Rocelo Lopes

Rocelo Lopes é um dos nomes inevitáveis, quando se fala de brasileiros que fizeram fortuna com Bitcoin. Natural de Santa Catarina, Lopes começou sua jornada no mundo das criptomoedas muito antes do termo “cripto” se tornar popular.

Seu envolvimento com o Bitcoin remonta ao início da década de 2010, quando identificou o potencial de se tornar um player estratégico no setor de mineração, justamente numa época em que pouquíssimos brasileiros sabiam o que era um bloco ou uma carteira digital.

Foi fundador da Stratum, que chegou a ser uma das maiores operações de mineração de Bitcoin na América Latina, com datacenters na Islândia, Hong Kong e Paraguai.

Diferentemente de muitos que entraram no mercado apenas como traders ou investidores, Rocelo foi direto para a infraestrutura da rede, atuando na base do protocolo.

Rocelo também ficou conhecido por ter sido um dos primeiros brasileiros a usar Bitcoin para comprar imóveis, financiar projetos internacionais e até pagar salários de funcionários.

5 Gladson Dantas (G.A.S. Consultoria) “+1000 BTC

GAS Gladson

Gladson Acácio dos Santos, mais conhecido como “o faraó do Bitcoin”, construiu um dos maiores e mais controversos impérios de criptomoedas do Brasil por meio da GAS Consultoria. Apesar de sua fortuna, ao contrário de outros brasileiros, veio de Bitcoin proveniente de crime.

Vestindo terno, bíblia em mãos e cercado por símbolos de prosperidade, Gladson misturava fé, marketing e promessas de lucros de até 10% ao mês em aplicações cripto. Com uma base majoritariamente formada por fiéis e pequenos investidores do interior do Rio de Janeiro, o esquema ganhou proporções bilionárias em poucos anos.

Segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, Gladson movimentou mais de R$ 38 bilhões, usando parte dos recursos para bancar uma vida de luxo: carros de luxo, mansões, helicópteros e até shows privados com artistas famosos.

Ele chegou a ser preso em 2021, acusado de montar uma pirâmide financeira com disfarce de investimentos em criptomoedas.

Fortuna em Bitcoin?

Embora a GAS não operasse em uma exchange pública, e sim de forma “consultiva”, investigadores relataram que Gladson detinha milhares de bitcoins, armazenados em cold wallets (carteiras físicas) e repassados a terceiros.

Em uma das apreensões, a PF encontrou mais de 591 BTC em posse da GAS, o equivalente a mais de R$ 200 milhões na cotação atual.

Documentos apreendidos e depoimentos de ex-funcionários sugerem que a fortuna pessoal de Gladson poderia passar dos 10 mil BTC, embora parte possa ter sido dissipada em gastos, pagamentos ou escondida por meio de laranjas e carteiras não rastreáveis.

Atualmente, mesmo preso preventivamente em alguns períodos, Gladson nega irregularidades, e há seguidores que ainda o defendem como um visionário perseguido por não seguir o sistema bancário tradicional.

6 Rodrigo Souza (BlinkTrade) – +3.000 BTC

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Rodrigo Souza é, sem dúvida, um dos brasileiros mais importantes (e discretos) da história do Bitcoin. Formado em engenharia de software, Souza começou a trabalhar com criptomoedas muito antes do assunto entrar no radar da maioria dos investidores brasileiros.

Foi um dos primeiros a compreender que o futuro do Bitcoin passava não apenas pela mineração ou especulação, mas pela infraestrutura de negociação, especialmente em mercados emergentes.

Em 2013, fundou a BlinkTrade, uma plataforma de código aberto que se tornou referência global na construção de exchanges.

O diferencial da BlinkTrade era permitir que qualquer empreendedor ou desenvolvedor criasse uma corretora de Bitcoin customizável e totalmente integrada com padrões internacionais de liquidez, segurança e performance.

Foi com esse modelo que a BlinkTrade deu origem a algumas das principais exchanges da América Latina como Foxbit (Brasil), SurBitcoin (Venezuela) e ChileBit (Chile).

Além dessas, a BlinkTrade teve clientes e parceiros na Argentina, Paquistão, Vietnã e Turquia. Desse modo, mostrando a ambição global de Souza ao construir ferramentas que permitissem a inclusão financeira por meio das criptomoedas.

Rodrigo Souza vive hoje nos Estados Unidos, onde mantém um perfil extremamente reservado.
Recentemente, em uma rara aparição online, afirmou que “a revolução do Bitcoin não é sobre preço, mas sobre soberania”. Seu foco atual estaria mais voltado a tecnologias de finanças descentralizadas (DeFi) e privacidade digital.

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