Bolsonaro se manifesta sobre julgamento no STF: “Atentado jurídico”

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria na votação que decide se Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados dele se tornarão réus, o ex-presidente se manifestou através da rede social X e afirmou que o que está em curso é “uma espécie de atentado jurídico à democracia”. Após a postagem dele, a Primeira Turma da Corte fechou a votação em 5 x 0 por tornar réus os denunciados.

“Todos sabem que o que está em curso é, na verdade, uma espécie de atentado jurídico à democracia: um julgamento político, conduzido de forma parcial, enviesada e abertamente injusta por um relator completamente comprometido e suspeito, cujo objetivo é se vingar, me prendendo e me retirando das urnas. Porque todos sabem que, com meu nome na disputa, minha vitória e a conquista da maioria no Senado são resultados inescapáveis. Simples assim”, escreveu Bolsonaro.

O ex-presidente ainda relacionou, em seu pronunciamento, o julgamento da denúncia que pode torná-lo réu “ao que se viu na Nicarágua e na Venezuela” e ameaçou destacar que “a comunidade internacional acompanha de perto o que está acontecendo no Brasil”, que, de acordo com ele, se revela em perseguição seletiva, acusações vagas de extremismo ou de ameaça à democracia e a tentativa de eliminar a oposição por via judicial.

“A julgar pelo que lemos na imprensa, estamos diante de um julgamento com data, alvo e resultado definidos de antemão. Algo que seria um teatro processual disfarçado de Justiça – não um processo penal, mas um projeto de poder que tem por objetivo interferir na dinâmica política e eleitoral do país”, disse.

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na manhã desta quarta-feira (26/3), julgamento da denúncia que pode tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados dele.

Relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes aceitou na íntegra a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e votou por tornar réus todos os denunciados. Ele foi seguido pelo ministro Flávio Dino e pelo ministro Luiz Fux, formando maioria na Turma. A ministra Carmén Lúcia também votou para aceitar a denúncia, sendo seguida, no fim, pelo presidente da Turma, o ministro Zanin.

Os investigados foram denunciados por participar de uma suposta trama golpista para manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.