Dino: “Militares gostam mais de suas armas do que de suas mulheres”

O ministro Flávio Dino, durante seu voto na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro e aliados, afirmou que integrantes das Forças Armadas envolvidos em atos antidemocráticos “gostam mais de armas do que de suas esposas”.

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Dino fez o comentário ao lembrar que os condenados pela tentativa de explosão no Aeroporto de Brasília, às vésperas do Natal de 2022, disseram à investigação que conseguiram os materiais para a explosão no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército.

O ministro destacou que militares e outros participantes da trama golpista andam constantemente armados.

“Lembro que muitos dos participantes eram policiais e membros das Forças Armadas. Esses, não há dúvidas: só andam armados. Não conheço um que não ande armado, seja da ativa ou reformado. Todos andam armados. Há alguns que são mais apaixonados por suas armas do que por seus cônjuges”, afirmou.

Dino prosseguiu, descrevendo o comportamento de parte dos militares e policiais. “Dormem com suas armas debaixo do travesseiro, dormem com armas na cama, dormem com as armas ao lado da mesa de cabeceira. Transportam para onde vão. Fui governador de Estado e ministro da Justiça, e essa é a realidade. Se havia, como de fato havia, no conjunto de atos, a presença de integrantes das forças policiais e de segurança, estavam armados. Não há dúvidas: estavam armados. Porque é da natureza da função”, concluiu.

Na sessão, Bolsonaro e aliados dele, como os generais Braga Netto e Augusto Heleno, foram tornados réus e enfrentarão ação penal sobre suposta trama golpista em 2022.

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