Golpe em app de namoro: presos extorquem empresários com fotos íntimas e faturam R$ 3 mi no Sul

Uma operação policial cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, na terça-feira (25), contra um grupo de presidiários que aplicava golpe em meio de app de namoro. Uma única vítima perdeu R$ 1,8 milhão.

Presidiários aplicam golpe em app de namoro para pessoas de alto poder aquisitivo

Presidiários exigiam dinheiro para não divulgar fotos íntimas no golpe em app de namoro para pessoas de alto poder aquisitivo – Foto: Reprodução/Jornal da Record/ND

Os presidiários criavam perfis falsos no aplicativo de relacionamento destinado a pessoas de alto poder aquisitivo, cuja inscrição custa R$ 5 mil. Os alvos eram empresários e médicos paulistas.

Ao demonstrar interesse amoroso, os presidiários conquistavam a confiança dos usuários no golpe em app de namoro e pediam fotos íntimas.

Operação policial em presídio da região Sul para combater golpes

Varredura em presídio do Sul apreendeu três celulares, drogas e dinheiro – Foto: Reprodução/Jornal da Record/ND

“A partir desse momento que os criminosos tinham essas fotos, passavam a fazer extorsão com as vítimas, exigindo que eles mandassem várias quantias para que essas fotos não fossem divulgadas”, explica Vitor Stefanini, delegado da Polícia Civil de São Paulo.

Uma equipe de 40 policiais fez uma varredura em um presídio da região Sul, onde foram apreendidos três celulares, dinheiro, porções de maconha e cocaína.

Presidiários lucraram mais de R$ 3 milhões ao extorquir 24 vítimas de golpe em app de namoro

A investigação começou a partir da denúncia de três vítimas. Ao longo de seis meses, a polícia rastreou as linhas telefônicas e o destino do dinheiro extorquido no golpe em app de namoro.

Detentos criavam perfis falsos e extorquiam alvos com fotos íntimas

Criminosos que aplicaram golpe em app de namoro podem ser condenados novamente por extorsão – Foto: Reprodução/Jornal da Record/ND

Ao todo, 24 pessoas foram alvo do grupo criminoso, sem suspeitar que as exigências partiam de dentro dos presídios. Três delas fizeram transferências de alto valor, que somam um prejuízo de mais de R$ 3 milhões.

“É necessário tomar cuidado com quem você vai conversar na internet. Tem situações aí que parece ser uma pessoa que está interessada no relacionamento, mas, na verdade, são criminosos”, alerta o delegado Vitor Stefanini.

Quatro presidiários que já tinham sido presos ano passado por extorsão podem ser condenados mais uma vez pelo mesmo crime.

Com informações do R7

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