Operação Justiça Paralela é lançada contra grupo que aplica punições com tiros e mortes

Criminosos que punem integrantes com intimidação, agressões e morte, em Nova Santa Rita, entraram na mira da Polícia Civil, que lançou uma nova ofensiva nesta terça-feira (25).

Tráfico de drogas e entorpecentes está por trás de grupo criminoso que ameaça e mata sem piedade em Nova Santa Rita



Tráfico de drogas e entorpecentes está por trás de grupo criminoso que ameaça e mata sem piedade em Nova Santa Rita

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO

A batizada Operação Justiça Paralela foi organizada pela Delegacia de Polícia de Nova Santa Rita visando coibir ações de uma facção que vem punindo, com extrema violência, integrantes de grupos rivais.

Foram cumpridas 13 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. O resultado foram as prisões de dois suspeitos de assassinato, além da apreensão de armas, aparelhos celulares e equipamentos.

A apuração que levou à operação começou no ano passado, após um caso de homicídio em que a vítima acabou morta com um tiro a queima-roupa no olho. Posteriormente, os policiais descobriram que ele devia dinheiro a traficantes.

O tráfico de drogas e entorpecentes também está por trás de uma ocorrência posterior que chegou ao conhecimento da Polícia Civil, em que um adolescente com 16 anos foi levado à força até a casa de um traficante, onde acabou baleado porque não estava se “comportando”.

Segundo a apuração conduzida pela DP de Nova Santa Rita, o jovem praticava pequenos furtos em uma área considerada importante para a traficância, razão pelo qual acabou atingido por um tiro como “aviso”.

“O crime teria sido motivado por uma suposta tentativa de punição, já que os suspeitos acusavam o menor de praticar furtos na região”, explica o delegado Cristiano Reschke, titular da DP de Nova Santa Rita.

Balas na Cara

A Polícia Civil está empenhada em combater facções criminosas que vem se instalando em Nova Santa Rita, cidade cujo desenvolvimento é notório nos últimos anos.

Os populares Balas na Cara estão no cerne do problema. No meio do ano passado, uma ação da polícia culminou na prisão de seis criminosos que integravam a facção.

Conforme apuração, eles retiravam à força moradores de casa para usar os endereços na venda de drogas e entorpecentes, característica comum do grupo nas comunidades.

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