Petrobras tem até abril para obter licença na Foz do Amazonas por contrato de sonda

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Petrobras (PETR3;PETR4) precisa obter licença para perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Rio Amazonas até abril, uma vez que o contrato da sonda selecionada para a atividade vence em outubro, prazo estimado para a realização do trabalho com o equipamento contratado, afirmou apresentação do Ministério de Minas e Energia, tornada pública nesta quarta-feira.

A Petrobras busca há anos um aval do órgão ambiental federal Ibama para a realização do poço, em águas ultraprofundas do Amapá. O ministério acredita que a região onde está o bloco exploratório pode conter “um novo pré-sal”, mas outras alas do governo temem pela grande sensibilidade socioambiental do local.

“A licença precisa ser emitida até abril de 2025, pois o contrato da sonda responsável pela perfuração vence em outubro de 2025”, disse a apresentação.

Haveria a possibilidade de substituição da sonda atual por outra, com um novo contrato, mas isso poderia atrasar ainda mais o projeto, segundo uma fonte do Ibama com conhecimento do assunto.

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“(A substituição) não é algo tão complexo se for uma sonda similar, da mesma geração, com as mesmas características etc”, disse a fonte, que falou na condição de anonimato.

“O que é mais complexo é a necessidade de limpar o casco, caso tenha coral-sol, e muito frequentemente tem”, adicionou, pontuando que a limpeza “leva um bom tempo”.

Até o momento, segundo o ministério, a Petrobras já empenhou R$1 bilhão em investimentos que visam a perfuração, que busca verificar a presença de petróleo na região. O aluguel da sonda, ainda segundo o ministério, custa aproximadamente US$400 mil por dia (ou aproximadamente R$2,4 milhões por dia).

A sonda já está em preparação para ser utilizada. No início do mês, o Ibama emitiu um parecer técnico aprovando o plano apresentado pela Petrobras para a limpeza do equipamento que realizaria a perfuração do bloco.

Procurada, a Petrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentários. Não foi possível confirmar se a Petrobras poderia estender o contrato da sonda atual.

A publicação do documento ocorre após o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ter afirmado na semana passada que havia pedido audiência com o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, duas vezes, sem receber resposta.

Posteriormente, na sexta-feira, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que participaria da reunião, que deve acontecer na volta da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Japão.

Em fevereiro, técnicos do Ibama recomendaram que o órgão negue autorização para a Petrobras realizar a perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

O Ibama já negou a licença para a Petrobras em maio de 2023, mas a empresa fez mudanças nos seus planos e apresentou um pedido de reconsideração.

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