Minha Casa Minha Vida pode ter novidades e beneficiar construtoras da B3, aponta XP

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Ruan Argenton, analista do setor imobiliário da XP, participou do programa Morning Call da XP e explicou as potenciações revisões do Minha Casa Minha Vida (MCMV), apesar do programa apresentar a melhor performance de sua história.

“Quando se olha janeiro de 2025, aumentou a meta de contratações para o MCMV, que foi para 2,5 milhões até 2026 – essa meta era de 2 milhões”, explicou o analista.

“A gente deve ter em 2025 e 2026 anos acelerados de contratações já que até 2024 foi feita a metade desse número”, disse. Mas, ele explicou que se tem um potencial de demanda em 2025 que é diferente do cenário de 2024.

Meta ambiciosa

Argenton relatou que o grupo 3 do Minha Casa Minha Vida sofreu uma queda de demanda por uma limitação para as unidades usadas. “E os grupos 1 e 2 do MCMV, que comportam as rendas mais baixas do programa, elas devem sofrer um pouco mais com o cenário de desaceleração econômica”, acrescentou.

“Então, está tendo um cenário de demanda enfraquecida dentro do MCMV com uma meta muito ambiciosa do governo”, pontuou.

O programa tem hoje três faixas de renda familiar bruta mensal limite para os três grupos. “Essas faixas têm diferenças de taxas de juros entre elas. O que se percebe é que desde 2023 essas faixas estão inalteradas, no mesmo valor. E o salário mínimo já foi revisado duas vezes (no período)”, ressaltou o analista.

Segundo ele, pode haver um aumento dessas faixas de renda do MCMV em cerca de 7,5% cada uma, o que representa uma absorção considerável de famílias nas diferentes faixas, que seriam beneficiadas com taxas de juros menores – as taxas de juros caem na medida que atendem faixas de renda mais baixa, como os grupos 1 e 2 do programa.

Grupo 4

“Boa parte das famílias brasileiras está enquadrada na faixa 1 e 2. E elas são bastante sensíveis ao comprometimento de renda. E qualquer coisa que gere melhora no comprometimento de renda, isso é significativamente importante à demanda”, ressaltou.

Outro ponto destacado pelo analista seria a criação de um novo grupo, o 4. De acordo com Ruan Argenton, o grupo 4 surgiu porque foi realocado um orçamento de R$ 15 bilhões de um fundo que era dedicado ao pré-sal e foi remanejado para inflar o MCMV. “Isso criou uma oportunidade de o programa ser estendido”, explicou.

Ele explica que o grupo 4 atenderia faixas de renda de R$ 8 mil a R$ 12 mil e crescimento máximo por unidade vendida de R$ 400 mil ou R$ 500 mil.

“Por mais que essa medida pareça temporária, pela característica do orçamento, os ganhos de capacidade de compra são relevantes”, destacou.

Em relatório, a XP destacou que a criação de uma nova faixa 4 poderia aumentar a demanda por operadores de rendas variadas. Na visão da equipe de análise , a Tenda (TEND3) – seguida pela MRV&Co (MRVE3) e Plano&Plano (PLPL3) – é a que mais se beneficiará das possíveis revisões dos limites de renda dos grupos 1 e 2 devido à sua exposição significativa a faixas de renda mais baixa, o que pode levar a ganhos de VSO (Vendas sobre Oferta) e melhor seleção de clientes.

É provável que a Cury (CURY3) e a Direcional (DIRR3) se beneficiem também da criação da faixa 4, dada (i) a melhor acessibilidade nesse segmento e (ii) a inclusão completa de seus portfólios de empreendimentos nas condições do MCMV. “Se aprovado, acreditamos que isso poderá melhorar o desempenho de lançamentos no curto prazo e fortalecer as perspectivas de crescimento de ambas as empresas”, avalia.

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