Vídeo: toque de sino de igreja perturba moradores no interior de SP

São Paulo — Os toques do sino de uma igreja católica, em Agudos, no interior de São Paulo, vem incomodando moradores do município. Em menos de um mês, populares registraram pelo menos quatro boletins de ocorrência por perturbação do sossego. Segundo os reclamantes, o aparelho funciona das 6h até às 22h30, em intervalos de 30 minutos, inclusive aos finais de semana.

Segundo a polícia, os residentes reclamam da frequência e do volume das badaladas. O pároco responsável, Padre Felipe Gomes Ferreira, foi convocado a comparecer na delegacia por conta das reclamações e apresentou uma proposta de redução do funcionamento do sino.

Conforme a Paróquia Santo Antônio, “o aparelho, que tocava a cada meia hora, das 6h às 22h, passou a soar apenas nas horas cheias, das 7h às 20h, com volume reduzido”. A alternativa já está em vigor, mas o caso também foi levado à Promotoria de Agudos e o padre deverá prestar novo depoimento.

Ouça o toque do sino

Mesmo com as reduções adotadas pela igreja, os moradores ainda não estão satisfeitos com o som do sino. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) foi acionado e apura as reclamações dos vizinhos.

A denúncia está a cargo da Justiça de Agudos, que encaminhou, via e-mail, uma solicitação de esclarecimentos ao responsável pela Santo Antônio. O padre tem dez dias para oferecer uma resposta.

Posicionamento da igreja

Procurada pelo Metrópoles, a igreja afirmou que se solidariza com todas as manifestações, favoráveis e contrárias ao toque do sino. O templo cristão diz estar procurando “solucionar essa situação da maneira mais pacífica possível”.

Além disso, a paróquia reiterou que o sistema de som funciona como um relógio. “O toque do sino é um convite à reflexão, a se lembrar de Deus e rezar, é a voz d’Ele que nos chama”, acrescentou.

Em nota, a Santo Antônio ainda lamentou o fato dos moradores não terem procurado o padre para apresentar as reclamações e terem envolvido a polícia. “Com pesar, também noticiamos o fato de alguns moradores nem sequer terem procurado o padre ou a paróquia para apresentar seus questionamentos, mas terem contatado diretamente a diocese para tal. Esperamos que esse comportamento, não ético, não se repita, ainda mais tendo em vista nossa disponibilidade para a resolução do presente caso”, concluiu.

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