Saiba o destino dos aparelhos de luxo da academia do traficante Peixão

Os equipamentos de musculação e ginástica apreendidos na academia do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”, chefe do Terceiro Comando Puro (TCP), serão destinados à Cidade da Polícia, espaço da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) localizado no Jacaré, Zona Norte do estado, para que sejam usados por agentes de segurança.

A academia, que foi demolida durante operação, assim como uma mansão e um resort que estavam em nome do chefe da facção, era equipada com aparelhos de última geração, além de ser utilizada como ponto de encontro por integrantes do grupo criminoso.

Em vídeo gravado pela polícia no momento da operação, que ocorreu no dia 11 de março, é possível verificar que algumas máquinas eram estampadas com adesivos da bandeira de Israel. Amplo e sofisticado, o espaço contava com aparelhos como um simulador de escada, leg press, extensoras, anilhas e apoiadores de pesos.

Demolição

Desde o início deste mês, Peixão foi alvo de diversas operações policiais. Teve vários de seus imóveis demolidos, incluindo uma mansão, um resort de luxo irregular e a academia. As investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) indicam que esses locais foram desenvolvidos para sustentar atividades ilícitas, como o armazenamento de armas e drogas.

Além disso, a polícia apreendeu um arsenal de armas usadas para sustentar a guerra contra o Comando Vermelho (CV).  A estrutura envolvia a importação de armamento pesado e tecnologia de espionagem, operada com auxílio direto do braço direito de Peixão, Everson Vieira Francesquet, conhecido como “Deus”.

Ainda não há informações acerca do destino dado aos bloqueadores de sinais, fuzis anti-drones, fuzis e granadas. Segundo a PCERJ, os equipamentos permanecerão apreendidos até o fim da investigação, tendo o destino definido ao término das diligências. O esperado, no entanto, é que, assim como em outras situações, parte dos armamentos sejam doados às forças de segurança e a outra parte seja destruída.

No caso do resort de luxo, que havia sido instalado clandestinamente em área irregular, o governo do estado deve ficar encarregado de decidir o que será feito da área.

 

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