Aroldo Schultz expõe Conflito Judicial com sócio da TZ Viagens “perdi o controle”

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Aroldo Schultz, presidente da Schultz Operadora (Ana Azevedo/ M&E)

CURITIBA – Proprietário do Grupo Schultz, Aroldo Schultz expôs ao M&E detalhes de um intenso conflito judicial com seu ex-sócio, Paulo Manuel. A disputa envolve as empresas do grupo e a administração da TZ Viagens, uma companhia que Schultz fundou há 12 anos, e a qual não controla mais.

No início de 2023, Schultz teve que realizar uma modificação no regime tributário da TZ Viagens, o que o levou a transferir formalmente as cotas para seu sócio, Paulo Manuel, mas apenas “no papel”. “Fiz essa transferência para que a empresa fosse enquadrada no Simples Nacional, mas as cotas, na prática, continuaram sendo minhas. Nosso contrato era claro: 70% para mim, 30% para ele”, explicou Schultz.

Segundo Aroldo, após essa transferência, a relação entre ele e Manuel começou a se deteriorar e a divisão acordada deixou de ser cumprida. “Quando fui dividir os dividendos, no ultimo ano, ele me disse que tinha apenas 3% da empresa, o que não condiz com o acordo. Eu nunca dei a empresa para ele. Se eu tivesse dado, por que ficaria com 3%?”, questionou.

A situação se agravou quando Manuel passou a afirmar que ele seria o único responsável pela eficiência da empresa, contradizendo o que estava formalmente estabelecido.

Em resposta à perda de confiança em seu sócio, Aroldo Schultz informou que retirou os dividendos da conta da empresa e os transferiu para uma conta pessoal, com o objetivo de proteger os recursos enquanto a disputa judicial não fosse resolvida. “Não confio mais nele. Tomei a providência de retirar os dividendos da conta da empresa para evitar que o dinheiro ficasse sob o controle dele”, explicou.

O empresário apontou ainda, que, devido ao risco de a situação se arrastar judicialmente, ele entrou com um processo solicitando que os dividendos fossem depositados em uma conta judicial, uma medida para garantir que os valores ficassem seguros enquanto a disputa estivesse em andamento. No entanto, a juíza responsável pela ação determinou que o valor fosse depositado na conta da empresa. Schultz recorreu da decisão, mas o processo segue em análise pelo judiciário.

Em um novo capítulo da disputa, Schultz relatou que, no final de 2024, Paulo Manuel retirou os investimentos pessoais de Schultz e os transferiu para uma conta sob seu controle, tomando posse de recursos da empresa sem a autorização de Aroldo. “Ele foi lá, retirou tudo e levou para outra conta”, disse, que classificou a atitude de Manuel como um golpe em sua confiança.
“Eu não tenho mais controle sobre a TZ Viagens. Hoje, sou um sócio minoritário, sem poder de decisão”, completou.

Além da disputa financeira, Schultz afirmou que a TZ Viagens deshomologou a Schultz, ou seja, a rede de franqueados da empresa não pode mais vender os produtos do Grupo Schultz. “A Schultz não pode mais vender para a TZ Viagens. Fomos deshomologados, o que afeta diretamente nossos franqueados, que são inocentes nesta história”, comentou Schultz, explicando que a decisão foi tomada unilateralmente por Manuel.

Schultz também rechaçou as acusações de roubo de recursos, que foram feitas por Manuel, e garantiu que possui documentos para comprovar sua versão dos fatos. “Ele está dizendo que eu roubei 1 milhão e 300 mil reais. Isso não é verdade. O dinheiro está em juízo, e a justiça vai decidir o que é justo. Não tenho nada a esconder, e todos os documentos estão disponíveis”, afirmou o empresário.

Ao longo da conversa, Aroldo defendeu que as empresas do grupo seguem operando normalmente, com saúde financeira e sem problemas de dívidas. Ele destacou a solidez do Grupo Schultz, lembrando que a companhia não realiza descontos de cartões e financia seu próprio capital.
“Somos uma empresa séria, que vive do turismo e tem uma boa saúde financeira. Não somos a maior, mas não estamos quebrando”, afirmou.

Durante a Convenção Schultz, que tem início neste sábado (29), no hotel Pestana em Curitiba, o executivo apresentou a situação aos 450 agentes de viagens participantes. O empresário apontou ainda, que compartilhará o processo com o mercado, a fim de deixar claro para todos qual a real situação. Além disso, vale salientar que a TZ Viagens segue operando com boa saúde fiscal.

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