Uruguai enfrenta série de falsas ameaças de ataques a bomba

“Colocamos uma bomba”. Essa mensagem chegou no início da tarde domingo ao Mercado Agrícola de Montevidéu (MAM), em mais um caso de ameaças de ataques a locais de aglomeração públicas, que têm se tornado frequentes no país desde fevereiro. No mesmo dia, houve um ameaça semelhante citando o Portones Shopping, também na capital do Uruguai.

Segundo o jornal El País, o protocolo de emergências foi aplicado, uma evacuação foi realizada e as autoridades foram notificadas após as ligações. Os bombeiros verificaram o local e depois de descartar que havia um artefato explosivo no interior, o prédio do MAM reabriu as portas após cerca de uma hora.

As ameaças já chegaram a sete em apenas uma semana, com o registro de ligações do tipo no Montevideo Shopping, no Punta Carretas Shopping e num prédio anexo à Faculdade de Medicina. Em fevereiro, o potencial alvo foi a Casa de Galicia.

Uma nova denúncia com ameaças ocorreu na segunda-feira (31/03). A Universidade Católica do Uruguai teve que suspender as aulas depois que um “e-mail com o mesmo tom” dos enviados na semana passada para outros centros educacionais chegou nas primeiras horas da manhã. Diante da situação, decidiu-se evacuar os centros de Montevidéu, Salto e Punta del Este.

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As autoridades estão tentando agilizar as punições aos envolvidos identificados para desestimular essa prática. Três pessoas já foram presas, sendo que duas foram colocadas em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira.

 Segundo o Ministério Público, um dos casos envolvia um jovem que fez ameaças de bomba em instituições de ensino e ele teve decretada prisão por 120 dias. Um homem que trabalhava como segurança também foi condenado, pois era de seu celular que se originavam as ligações ameaçadoras para o Montevideo Shopping e a Casa de Galicia. Enquanto isso, uma mulher que trabalhava em uma loja no Punta Carretas Shopping foi acusada de fazer falsas ameaças.

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O ministro do Interior, Carlos Negro, disse em uma coletiva de imprensa na semana passada que “há mais pessoas envolvidas e a polícia ainda está trabalhando”.

Uma das hipóteses policiais sobre as ameaças de bomba a centros comerciais e educacionais considera que o fenômeno pode estar ligado a criminosos que, por meio desses falsos alertas,  pretendem medir o tempo de resposta da Polícia. O objetivo dessa estratégia é planejar um roubo ou um assalto de importância e, para isso, é preciso conhecer a demora que a Polícia tem para chegar a diferentes partes de Montevidéu.

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