Anistia: se forem a SP, Caiado e Zema subirão no trio, diz Malafaia

Um dos organizadores da manifestação em defesa da anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro, o pastor Silas Malafaia afirmou ao Metrópoles que os governadores Ronaldo Caiado (União-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) terão acesso a espaço de destaque caso compareçam. O ato, convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorrerá na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).

“Não há convite, quem quiser aparece. Sei, porque converso com eles, que o governador [Tarcísio de Freitas] e o prefeito [Ricardo Nunes] de São Paulo estarão. Estou ouvindo que Zema e Caiado estarão. Se forem, sobem no caminhão”, afirmou o Malafaia, que é líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Ele ainda espera a presença de aproximadamente 80 parlamentares.

Na última manifestação, realizada por Bolsonaro com aliados no Rio de Janeiro, os governadores não compareceram. O ex-presidente diz que será candidato ao Planalto em 2026, mas Caiado e Zema também são cotados para a disputa. Como dividem o mesmo eleitorado, eles se afastaram.

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Cargo hoje é ocupado por Romeu Zema

Jair Bolsonaro e Silas Malafaia em ato na Avenida Paulista
Silas Malafaia e Jair Bolsonaro durante manifestação na Paulista
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

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Cargo hoje é ocupado por Romeu Zema

Gil Leonardi/Imprensa MG

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

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Jair Bolsonaro e Silas Malafaia em ato na Avenida Paulista

Reprodução/Instagram

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Silas Malafaia e Jair Bolsonaro durante manifestação na Paulista

Reprodução

Como mostrou o portal, Bolsonaro e Caiado voltaram a se falar. Eles conversaram por telefone após a última manifestação, quando o ex-presidente soube que o antigo aliado compartilhou um vídeo no qual defende a proposta. Interlocutores de ambos os lados relataram à reportagem que há esperança de uma reaproximação.

A manifestação em defesa da anistia ocorre num contexto de intensificação da pressão do PL para análise do projeto. A proposta está parada na Câmara, e aguarda definição do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O partido de Bolsonaro tenta obstruir as atividades da Câmara, para impedir que a proposta não seja levada adiante. Eles cobram votação do regime de urgência, que permitiria análise da pauta diretamente em plenário, sem passar por comissões.

Na última semana, porém, a estratégia se mostrou falha. Mesmo declarando obstrução, os parlamentares bolsonaristas não conseguiram travar as atividades do plenário. A expectativa do grupo é que, com uma manifestação de rua, os congressistas se vejam pressionados a defender a análise do texto.

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