Diplomacia do Brasil considera que evitou o pior o tarifaço de Trump, mas pondera: ‘Jogo está só no começo’


Logo depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar as tarifas recíprocas, o setor privado elogiava o desempenho da diplomacia brasileira que conseguiu, num primeiro momento, evitar o pior no tarifaço americano.
O Brasil acabou ficando no grupo que terá a menor tarifa linear, de 10%, junto com países como Reino Unido, Chile, Argentina, Colômbia e Austrália, entre outros.
Empresários ouvidos pelo blog disseram, porém, que ainda é cedo para “cantar vitória”. Primeiro, porque algum tipo de prejuízo haverá para as empresas brasileiras, porque o Brasil recebeu uma tarifa extra linear para todos os produtos que são vendidos para os Estados Unidos. Ou seja, o país não sai ileso.
Mas pelo menos o Brasil ficou na categoria mais baixa, dos países que têm, hoje, déficit na balança comercial com os Estados Unidos.
Trump anuncia 10% de taxa para produtos brasileiros
Um executivo disse havia o risco de o Brasil ser taxado em pelo menos 15% e acabou na categoria da tarifa linear de 10%. Isso foi recebido com um certo alívio. Como outros países receberam uma tarifa maior, os produtos brasileiros podem ter ganho na disputa de mercado dos Estados Unidos em alguns produtos com essas nações.
“Mas é preciso esperar a divulgação dos documentos oficiais para analisar melhor”, afirmou.
No Itamaraty, a avaliação é que a equipe de diplomatas conseguiu realmente mostrar ao governo de Donald Trump que o Brasil não poderia ser o mais punido no processo. Agora, os diplomatas dizem que vai começar uma nova etapa de negociação.
“O jogo está apenas no começo, tem margem para negociação, como no aço e no alumínio”, afirmou ao blog um diplomata.
Tabela usada em discurso de Trump vira meme.
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