Dono de charrete estava conhecendo égua quando matou mulher atropelada

São Paulo — Rudney Gomes Rodrigues, de 31 anos, contou em depoimento à Polícia Civil que estava conhecendo a égua no momento em que, com a charrete, atropelou e matou a ciclista Thalita Rochino, de 37, no último dia 23 de março, em uma praia de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo.

A informação foi confirmada pela defesa de Rudney ao Metrópoles, que fez questão de afirmar à reportagem que o cliente usou o termo “conhecer” e não “testar”.

À época dos fatos, o marido da vítima afirmou ao Metrópoles que uma corrida de charretes estava sendo disputada na praia no momento da colisão. A informação foi negada pela defesa do acusado no período.

Prisão

Rudney foi preso no último sábado (29/3), seis dias após o acontecido, depois de ser localizado por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) em uma casa na Vila Mirim, em Praia Grande.

Na ação policial, os agentes encontraram o cavalo e a charrete no bairro Ribeirópolis, no mesmo município. O suspeito foi encaminhado à Cadeia Pública.

No boletim de ocorrência, registrado antes da confirmação da morte de Thalita, o condutor disse que viu uma pessoa à esquerda e desviou. Foi nesse momento que a ciclista, que vinha pelo lado direito, teria cruzado na frente da charrete, “ocasionando uma colisão frontal”.

Rudney também afirmou que andou cerca de 100 metros para frente do local do atropelamento para prender o cavalo. A esposa dele teria prestado socorro à vítima. O atropelador retornou ao local do acidente e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso é investigado como homicídio por meio de inquérito policial e as investigações analisam imagens, realizam oitivas de testemunhas e “demais diligências” para esclarecer o ocorrido.

Faixa de areia

Um dia antes da prisão de Rudney, a Prefeitura de Itanhém instalou uma faixa de areia com pedras para impedir a passagem de veículos e charretes dentro dos limites de Itanhaém.

“A Administração Municipal está analisando mudanças na legislação municipal para endurecer as penalidades contra práticas irregulares nas praias da cidade”, disse a administração municipal.

Ainda de acordo com o órgão, uma reunião conjunta entre representantes das prefeituras de Itanhaém e de Peruíbe além das polícias Militar e Civil aconteceu na última segunda-feira (1°/4) para tratar da fiscalização do local.

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