Haddad fala sobre dificuldade de vencer “má polarização”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, nesta quarta-feira (2/4), que, caso não haja uma “visão institucional do país”, “dificilmente” será possível vencer o que ele chama de “má polarização política”.

Ao comentar a transição entre Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo na chefia do Banco Central, feita “de muita boa vontade”, segundo ele, Haddad alertou: “Se não tivermos uma visão institucional do país, dificilmente nós vamos vencer a má polarização política”.

“O que nós queremos é que exista uma pluralidade de vozes no campo político, e que o cidadão ouvindo as várias percepções do mundo, arbitre em torno dessas questões”, defendeu o titular da Fazenda.

De acordo com ele, a responsabilidade de quem está na vida pública é “zelar” que as passagens de um governo para o outro “não venha colocar a perder aquilo que é essencial para o projeto nacional, daquilo que é essencial da continuidade do Brasil”.

Além disso, Haddad citou que o “dia de hoje é muito particular” para o mundo. Essa fala pode ser lida como uma referência indireta às novas medidas protecionistas dos Estados Unidos, que devem ser anunciadas pelo governo de Donald Trump nesta quarta-feira.

“Tenho certeza que vamos continuar produzindo os melhores resultados. Não é fácil o momento que estamos vivendo. É um desafio global muito interessante, todo mundo muito apreensivo. O dia de hoje é muito particular, que o mundo está vivendo, outros virão com essa mesma intensidade, mas quanto mais tivermos clareza”, completou ele.

60 anos do Banco Central

O Banco Central organizou, nesta quarta-feira, um evento para celebrar os 60 anos de história, na sede da instituição em Brasília (DF), com a participação de ex-presidentes, integrantes da diretoria colegiada, servidores e convidados.

Além do lançamento do selo institucional, a celebração contou com a presença de autoridades.

Estavam presentes:

  • os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça), Luiz Marinho (Trabalho), Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Jorge Messias (AGU).
  • os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), representaram o poder Legislativo durante a cerimônia.
  • os ex-presidentes do Banco Central: Roberto Campos Neto, Ilan Goldfajn, Alexandre Tombini, Henrique Meirelles, Arminio Fraga, Gustavo Franco, Gustavo Loyola, Pedro Malan e Wadico Waldir Bucchi.
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