MAIS BARATO: Entenda o novo tipo de plano de saúde que pode entrar em vigor no Brasil

É possível que em breve as empresas de saúde ofereçam uma nova modalidade de serviço: plano para consultas médicas estritamente eletivas e exames. Como o próprio nome indica, esse tipo de programa não daria acesso a pronto-socorro, internação e terapias mais complexas. A grande vantagem, contudo, seria o preço. A tendência é de que ele seja significativamente mais barato dos que os modelos tradicionais ofertados no mercado atualmente. Os valores girariam em torno dos R$ 100 mensais.

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A ideia dessa proposta seria ampliar e simplificar o acesso aos planos de saúde, aumentando a oferta e ampliando o alcance desses planos em todo o país. Apesar dos aparentes benefícios, a implementação deste novo tipo de serviço tem causado resistência em alguns órgãos e entidades, como o Conselho Nacional de Saúde (CNS).

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Planos de saúde podem mudar em breve

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

De acordo com publicação no site do CNS, A segmentação de planos de saúde, sob a justificativa de fornecimento de planos acessíveis à parte da população brasileira para “desafogar” o Sistema Único de Saúde (SUS) não possui nenhuma evidência científica ou suporte técnico. Inclusive, segundo a Recomendação aprovada pelo Conselho, estudos da Fiocruz/ENSP mostram que a cobertura duplicada de saúde contribui para a iniquidade na oferta, no acesso e no uso dos serviços e não diminui a pressão da demanda por serviços do sistema público.

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“Ter planos segmentados dá a falsa ideia de um plano mais barato e acessível, permitindo que mais pessoas possam ter planos de saúde, mas isso é um engano. O SUS receberá demandas que os planos privados não cobrem, em termos de contrato, e isso sobrecarrega o sistema de forma não planejada”, defende Shirley Morales, conselheira nacional de saúde.

Pontos poitivos

Já a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que propôs essa modalidade mais acessível de plano, há dados do Ministério da Saúde e da Organização Pan Americana de Saúde, que indicam que a atenção primária tem capacidade de resolver de 80 a 90% das necessidades de saúde de uma pessoa ao longo da vida.

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Com a criação desse novo produto, a expectativa da Agência é ampliar a quantidade de pessoas com acesso à atenção primária e secundária. Dessa forma, os consumidores que não têm condições de pagar por um plano de saúde e que buscam atendimento em clínicas populares ou através dos cartões de desconto – que não contam com qualquer regulação ou fiscalização – poderão ter acesso a atendimentos preventivos e primários de saúde, podendo ter diagnósticos precoces, acompanhamento em saúde e evitando o agravamento de doenças.

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Atualmente a proposta se encontra em consulta pública, que fica aberta até a próxima sexta-feira (4) para receber sugestões, pedidos e orientações da população. Após essa data, esse novo tipo de plano pode passar a entrar no mercado em forma de testes.  

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