MPDFT denuncia “Gangue da Hilux”; grupo tem ligação com o CV

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou 32 pessoas por envolvimento em uma organização criminosa especializada no furto de caminhonetes de luxo, especialmente modelos Toyota Hilux, no Distrito Federal. A denúncia, apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça Criminal de Taguatinga, aponta que parte dos investigados tem ligação com a facção carioca Comando Vermelho (CV).

Segundo o MP, o grupo operava de forma estruturada, com núcleos estratégicos, logísticos, operacionais e financeiros. Integrantes da facção, com base principalmente em Fortaleza (CE), vinham ao DF para executar os crimes e transportar os veículos furtados para outros estados e até para o exterior. Pelo menos quatro dos denunciados são integrantes do Comando Vermelho.

O líder da quadrilha seria Francisco Hélio Forte Viana Filho, conhecido como “Kalanguinho”, foragido e apontado como chefe dos núcleos estratégico, operacional e financeiro. Ele é investigado por envolvimento anterior com o tráfico de drogas. Outro denunciado com ligação direta com a facção é Matheus Oliveira Amora da Silva, o “Pepeu”, também com passagens por tráfico e corrupção ativa.

Confira os denunciados:

A investigação, baseada em interceptações telefônicas, quebras de sigilo bancário, campanas e análises de dados, revelou que a organização utilizava equipamentos sofisticados para burlar os sistemas de segurança dos veículos.

Os criminosos trocavam as centrais eletrônicas das caminhonetes e utilizavam aparelhos como “jammers” (bloqueadores de sinal de GPS) para dificultar o rastreamento.

Trafico de drogas

Além disso, as caminhonetes eram trocadas por grandes quantidades de drogas ou transportadas para estados com fronteira com países produtores de entorpecentes. As operações tinham suporte logístico em imóveis alugados em regiões como Valparaíso de Goiás, Samambaia, Riacho Fundo e Recanto das Emas. Alguns dos acusados foram presos em flagrante em estados como Mato Grosso do Sul e Goiás.

Entre os locais usados pelo grupo tinha um hotel, em Taguatinga, e um condomínio, em Valparaíso, onde integrantes se hospedavam e planejavam os crimes. O núcleo financeiro fazia transações fracionadas para evitar o rastreamento pelos órgãos de controle e bancava despesas de viagens, diárias e até advogados para os presos.

O outro lado

Por meio de nota, o advogado Taian Lima Silva, que representa Ana Gabriela Monteiro e o Francisco Hélio Viana Forte, informou que a “verdade virá à tona e mostraremos a fragilidade das provas produzidas e inconsistências na investigação. Estamos convictos da inocência dos nossos constituintes.”

A defesa dos demais envolvidos não foi localizada pela coluna. O espaço segue aberto para manifestações.

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