Saiba como RS pode ser afetado pela tarifas anunciadas por Trump

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciada nesta quarta-feira (2), de implementar tarifas recíprocas, como chamadas por ele, a diversos países — incluindo o Brasil —, têm repercutido no setor econômico, que ainda avalia as consequências da medida.

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Foto: @WhiteHouse/Fotos Públicas

Presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier diz que ainda é difícil dimensionar como será o impacto dessas taxações na indústria gaúcha, mas pontua que um dos efeitos imediatos, no Estado e no restante do País, pode ser a redução no volume de exportações para os Estados Unidos, especialmente em setores integrados à indústria norte-americana.

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A federação ressalta que, atualmente, já há tarifas de 25% aplicadas a todas as importações de aço e alumínio, por exemplo. Até então, os efeitos diretos a indústria gaúcha são pouco expressivos. Contudo, a elevação de custos para os consumidores norte-americanos, por conta das tarifas, pode dificultar cortes de juros nos Estados Unidos e, assim, encarecer insumos para a indústria brasileira, especialmente no Rio Grande do Sul.

“Há preocupação no caso de possível retaliação do Brasil e a configuração de uma guerra comercial, trazendo resultados ruins para todo o mundo, com redução do fluxo de comércio, menos negócios e tudo de ruim que ambientes de conflito trazem”, enfatiza, ainda, Bier.

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Segundo ele, as Federações das Indústrias do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná solicitaram ao governo federal, na semana passada, que fosse dada uma atenção especial nas negociações sobre taxas impostas pelos Estados Unidos para produtos de base florestal. Agora, a preocupação se amplia.

“O Brasil deve seguir pautado pelo diálogo, avaliando cada caso de forma pontual e buscando preservar uma postura negociadora com relação aos Estados Unidos”, conclui Claudio Bier.

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Um documento oficial do governo norte-americano, com o decreto ou resolução informando mais detalhes da medida anunciada, ainda é aguardado.

Abaixo, leia a nota na íntegra:

“A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de implementar o que considera tarifas comerciais recíprocas a outros países sobre impostos de importação, afetará as exportações do Brasil. Mas ainda é difícil dimensionar em que medida impactará na indústria gaúcha, avalia o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Claudio Bier. “As informações ainda são muito iniciais, estamos procurando medir as consequências, mas é certo que este novo cenário nos obriga a superar os desafios e explorar as oportunidades que surgem, como do Mercosul com a União Europeia ou da ampliação da parceria com a China”, diz Bier. Os produtos brasileiros serão taxados em pelo menos 10%.

As consequências da taxação de Trump chegarão ao Brasil, pois os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do país. “Há preocupação no caso de possível retaliação do Brasil e a configuração de uma guerra comercial, trazendo resultados ruins para todo o mundo, com redução do fluxo de comércio, menos negócios e tudo de ruim que ambientes de conflito trazem”, enfatiza Bier. Ele lembrou que, na semana passada, as Federações das Indústrias do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná já solicitaram ao governo federal uma atenção especial nas negociações sobre as taxas impostas pelos Estados Unidos para produtos de base florestal. Agora, a preocupação se amplia com o aumento de sobretaxas a outros setores.

Para o presidente da FIERGS, um dos efeitos imediatos da decisão de Trump para o Brasil e o Rio Grande do Sul pode ser a redução no volume de exportações para os EUA, especialmente em setores integrados à indústria norte-americana. Atualmente, já há tarifas de 25% aplicadas a todas as importações de aço e alumínio, por exemplo, embora os efeitos diretos a indústria gaúcha sejam pouco expressivos. Mas, a elevação de custos para os consumidores americanos por conta das tarifas, pode dificultar cortes de juros nos Estados Unidos e encarecer insumos para a indústria brasileira, especialmente no Rio Grande do Sul. “O Brasil deve seguir pautado pelo diálogo, avaliando cada caso de forma pontual e buscando preservar uma postura negociadora com relação aos Estados Unidos”, conclui Claudio Bier.

Na Feira de Hannover, na Alemanha, onde esteve esta semana, Bier viu líderes de países europeus apreensivos com a possibilidade de uma guerra comercial imposta pelos EUA. Ainda se aguarda o documento oficial do governo americano com o decreto ou resolução com mais detalhes do anúncio desta quarta-feira.”

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