TikTok na berlinda: o que o setor de turismo pode perder com um possível banimento nos EUA?

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Um dos destinos mais procurados dos Estados Unidos (Divulgação/NYC)

O TikTok pode estar com os dias contados nos Estados Unidos, e o setor de turismo já sente o impacto. Com o prazo final se aproximando em 5 de abril, empresas que utilizam a plataforma para divulgar destinos e atrair clientes terão que reavaliar suas estratégias caso a proibição se confirme.

Hoje, gigantes do turismo como Expedia (1,8 milhão de seguidores), Royal Caribbean (1,3 milhão) e a divisão de parques da Disney (12 milhões) apostam no TikTok para engajar viajantes e impulsionar vendas. Segundo dados da própria plataforma, 69% dos usuários descobrem novas marcas de turismo através da rede social.

“O TikTok virou um dos principais canais para inspirar viagens e conectar marcas com o público”, afirmou Hannah Bennett, líder da área de turismo do TikTok, em entrevista em janeiro.

Se a plataforma for bloqueada nos EUA, as empresas precisarão diversificar suas estratégias e investir ainda mais em Instagram Reels, YouTube Shorts e outras redes que possam substituir esse espaço. A mudança exigirá uma rápida adaptação para manter a conexão com os viajantes norte-americanos.

O futuro da plataforma

O ex-presidente Donald Trump se reúne nesta quarta-feira (2) com sua equipe para analisar propostas de investidores privados interessados em assumir as operações do TikTok nos EUA, segundo fontes da CBS News. Ele já sinalizou que prefere manter a plataforma ativa, desde que sob controle de uma empresa americana.

A Oracle, que já é parceira tecnológica do TikTok nos EUA e tem forte atuação no setor hoteleiro, aparece como uma das principais candidatas à aquisição. No entanto, ainda não há um acordo fechado. Se nenhuma venda for concretizada até 5 de abril, o TikTok pode sofrer um bloqueio semelhante ao ocorrido na Índia, onde foi banido em 2020. Nesse caso, empresas do setor turístico terão que redirecionar seus investimentos para outras redes e adaptar suas estratégias para alcançar o público americano.

Caso a proibição avance, funcionários de empresas sediadas nos EUA não poderão acessar contas corporativas da plataforma, afetando campanhas de marketing e o atendimento ao cliente. Além disso, a possível desativação da ferramenta “Travel Ads” – lançada recentemente pelo TikTok para incentivar reservas diretas em sites de viagens – pode representar um prejuízo para marcas que vinham testando essa funcionalidade. Com a incerteza no ar, empresas do turismo já buscam alternativas para manter sua presença digital forte.

*Com informações de Skift

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