VÍDEO: Eduardo Leite recua e desiste da compra de jato para o Estado

Após forte repercussão negativa, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (2), por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, a desistência da compra de um avião a jato para o Estado.

A decisão ocorre após críticas e questionamentos sobre a necessidade da aquisição da aeronave, especialmente em meio ao debate sobre a gestão dos recursos públicos.

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Governador Eduardo Leite (PSDB)

Foto: Mauricio Tonetto/Palácio Piratini

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Repercussão

O projeto de compra do avião, avaliado inicialmente em R$ 90 milhões com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), gerou desgaste político para o governador na última semana. Atualmente, o Estado conta com duas aeronaves turboélice, e a possível aquisição de um jato levantou questionamentos sobre sua real necessidade.

Em sua fala, Leite destacou que o último processo de compra de uma aeronave pelo governo estadual levou mais de dois anos para ser concluído e que seu mandato se encerra em um ano e nove meses, indicando que o jato não seria adquirido para seu uso pessoal.

De acordo com o governador, a solicitação de uma nova aeronave partiu da Secretaria Estadual da Saúde (SES) e da Secretaria de Segurança Pública (SSP), reforçando que não se tratava de um investimento para benefício próprio, mas sim para atender demandas operacionais do Estado.

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Impacto no transporte de órgãos e segurança pública

Leite mencionou um caso ocorrido em outubro de 2024, quando um jovem de menos de 30 anos faleceu na região de Santa Rosa. Seus pulmões estavam disponíveis para doação, mas, devido à falta de uma aeronave rápida o suficiente para o transporte, a família desistiu da doação.

Segundo ele, essa não foi uma situação isolada: em 2023, ao menos 40 doações de órgãos foram perdidas no Rio Grande do Sul devido à demora no transporte, segundo dados da Central de Transplantes.

Além da urgência na área da saúde, a nova aeronave também atenderia a Secretaria de Segurança Pública para deslocamentos emergenciais em um território extenso como o do Rio Grande do Sul. O governo tentou realizar o fretamento de aviões a jato, mas não encontrou empresas com aeronaves baseadas no Estado para cumprir a demanda, diz Leite.

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Cancelamento da compra

Apesar de afirmar que a necessidade da aquisição era real, especialmente na área da saúde, Leite disse que o debate foi “contaminado por argumentos viciados e equivocados na política e na imprensa”.

Diante da polêmica, o governador determinou o encerramento do processo de compra do avião. “O debate sobre o bom uso do dinheiro público é legítimo, mas precisa ser feito com responsabilidade e base na verdade”, ressaltou.

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