WTTC critica nova exigência de ETA para entrada no Reino Unido

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Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC (Divulgação/WTTC)

A partir desta terça-feira (2), todos os visitantes europeus que pretendam entrar no Reino Unido deverão obter previamente uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA, na sigla em inglês). A medida, que inclui cidadãos portugueses, foi criticada pelo World Travel & Tourism Council (WTTC). Para a presidente e CEO da entidade, Julia Simpson, a exigência cria entraves ao turismo e é contrária à política de crescimento econômico do país.

“Os visitantes internacionais são, na prática, exportações – trazendo moeda estrangeira valiosa”, afirmou Simpson. Segundo ela, o Reino Unido já é um dos destinos mais caros para turistas devido a fatores como o alto IVA, a Taxa de Passageiros Aéreos e a ausência de isenção fiscal para compras. “São erros que prejudicam a nossa economia”, acrescentou.

Dados do WTTC indicam que o setor de viagens e turismo gera mais de 280 bilhões de libras (aproximadamente 335 bilhões de euros) para a economia britânica, sustentando mais de quatro milhões de empregos. Além disso, empresas do segmento pagam anualmente cerca de 100 bilhões de libras ao Tesouro britânico em impostos.

Simpson também aconselhou o primeiro-ministro Keir Starmer a rever a política. “Ele deveria se concentrar no crescimento da economia e na proteção dos empregos, em vez de introduzir medidas que os coloquem em risco”, declarou.

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