5 memecoins brasileiras mais bizarras

O mercado de criptomoedas há meses enfrenta um momento de euforia e controvérsia com o surgimento de memecoins brasileiras, criptomoedas criadas mais por especulação e apelo cultural do que por utilidade real.

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Em um vídeo recente no canal do BlockTrends, o analista de criptomoedas Vinícius Bitelo discutiu cinco das memecoins brasileiras mais bizarras, destacando os riscos e a volatilidade desse mercado.

Essas moedas, muitas vezes associadas a figuras públicas ou temas peculiares, têm atraído atenção, mas também gera alertas sobre golpes e perdas financeiras. Veja o que está por trás dessa tendência.

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O boom das nemecoins brasileiras

As memecoins, conhecidas por sua natureza especulativa e volatilidade, ganharam força no Brasil nos últimos anos. Bastante inspiradas por exemplos internacionais como as moedas de Donald Trump e Javier Milei.

No vídeo, Vinícius Bitelo explica que, enquanto o mercado global de criptomoedas foca em ativos como Bitcoin, Ethereum e Solana, que têm aplicações práticas, as memecoins brasileiras surgem mais como uma forma de marketing ou cassino digital.

O crescimento dessas moedas no Brasil reflete um misto de curiosidade, especulação e influência de celebridades.

Segundo Bitelo, o mercado local viu um aumento no número de memecoins desde 2023, muitas vezes lançadas por rappers, influencers e até personalidades controversas.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) estão discutindo o tema, com lives e debates planejados para abordar os riscos e os golpes associados.

As 5 memecoins brasileiras mais bizarras

O vídeo detalha cinco exemplos que ilustram a bizarrice e os riscos desse mercado:

1 – ORUAM22Coin (Rapper Oruam)

Rapper Oruam criptomoeda

A ORUAM22Coin, do rapper Oruam, ganhou notoriedade em março de 2025, após o artista promover a moeda em suas redes sociais como uma forma de “renda extra” para seus fãs.

Segundo sites como Livecoins, a moeda foi criada na Solana e teve uma pré-venda inicial que levantou cerca de R$ 500 mil em poucos dias.

No entanto, relatos em X indicam que, logo após o lançamento, o preço despencou 90%, um clássico caso de rug pull, onde os desenvolvedores ou o próprio Oran podem ter vendido seus tokens, deixando investidores no prejuízo.

Oruam é conhecido por episódios polêmicos, como o caso do condomínio e o ficante foragido. Ele usou sua base de fãs (mais de 1 milhão de seguidores no Instagram) para promover a moeda, mas sem divulgar um “white paper” claro ou detalhes sobre sua utilidade.

Portanto, há grandes chances de, como grande parte das memecoins brasileiras, de ser um golpe disfarçado. Com “snipers” (especuladores) aproveitando a euforia inicial para lucrar.

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2 – Token de Eike Batista ($EIKE)

Token criptomoeda Eike Batista $Eike

Lançado em fevereiro de 2025, o token $EIKE, de Eike Batista, é um dos casos mais curiosos. O projeto está ligado à produção de “supercana”. Uma variedade geneticamente modificada de cana-de-açúcar que prometeu triplicar a produção de etanol e aumentar a geração de biomassa.

A moeda foi emitida na Solana, a mesma blockchain usada por memecoins como $TRUMP e MELANIA. Além disso, teve uma pré-venda inicial avaliada em US 100 milhões (10% da oferta total de US$ 1 bilhão).

No entanto, especialistas, como Vinícius Bitelo, questionam a viabilidade do projeto. O “white paper” é vago sobre como os tokens serão lastreados e os lucros distribuídos, e a escolha da Solana, em vez de Ethereum (mais comum para RWAs), levanta suspeitas.

Eike, que no passado criticou criptomoedas, agora aposta nelas como uma “fênix” de sua carreira, mas o mercado permanece cético.

3 – OVO Coin

Crise dos ovos EUA ovo
(Imagem: Freepik/Reprodução)

A OVO Coin foi criada na Solana como uma crítica à inflação no governo Lula, com foco no aumento no preço dos ovos. A moeda teve um pico de valorização de 1.200% em menos de 24 horas, alcançando um market cap de R$ 2 milhões.

Seus desenvolvedores alegaram que o objetivo era chamar atenção para os problemas econômicos. Contudo, como esperado, o preço caiu drasticamente logo após, deixando investidores com perdas.

Relatos em X indicam que a OVO Coin foi promovida por pequenos influencers no Brasil, mas sem qualquer estrutura técnica ou utilidade real.

Dados do Solscan mostram que apenas 2.500 endereços possuem a moeda, com 80% concentrados nos 10 maiores holders, sugerindo manipulação.

A moeda agora vale menos de R$ 0,0001, um exemplo clássico de pump and dump, onde a euforia inicial é seguida por uma venda massiva.

4 – BCT (Martina Oliveira)

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O Beiçola Token (BCT), lançado por Martina Oliveira, conhecida como “Beiçola do Privacy”, foi um marco em dezembro de 2024, tornando-se a primeira memecoin brasileira a ultrapassar US$ 1 milhão em market cap.

Criada na Solana, a moeda foi promovida por Martina, que tem mais de 240 mil seguidores no X e é conhecida por conteúdo adulto no OnlyFans e Privacy.

O token atingiu picos de 570% de valorização, mas logo despencou, caindo para menos de US$ 0,0001 em março de 2025.

Contudo, auditorias, como o RugCheck mencionado pelo BlockTrends, deram ao BCT uma pontuação de risco de 37/100. Além disso, uma liquidez crítica (21/100), indicando alto risco de rug pull.

Anteriormente, Martina prometeu “loucuras” se o preço subisse (como lives em partes de sua casa). Apesar disso, o projeto carece de fundamentos. Sites como CoinGecko mostram que o BCT agora tem um market cap de apenas US$ 150 mil, com poucos holders ativos, reforçando os alertas de Bitelo sobre perdas.

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5 – Outras memecoins de celebridades brasileiras (Ronaldinho Gaúcho, Jair Bolsonaro e Danilo Gentili)

Ronaldinho Gaúcho memecoin memecoins brasileiras

Além das quatro acima, o vídeo menciona memecoins associadas a figuras brasileiras como Ronaldinho Gaúcho, Jair Bolsonaro e Danilo Gentili.

No caso de Ronaldinho, ele alertou em fevereiro de 2025, via X, sobre memecoins falsas com seu nome. Apesar disso, indicou que poderia lançar uma moeda oficial no futuro. No entanto, em 2024, ele já esteve envolvido em acusações de pump and dump.

Para Jair Bolsonaro e Danilo Gentili, posts em X sugerem que suas redes sociais foram hackeadas em 2024 e início de 2025 para promover memecoins, como a “Patriota Coin” (inspirada em Bolsonaro) e uma moeda sem nome específico de Gentili.

Essas moedas também seguem o padrão de alta inicial seguida por queda abrupta, com pouca transparência sobre criadores e objetivos. A Patriota Coin, por exemplo, caiu 95% em uma semana, segundo dados recentes.

Entre riscos e tendências

As memecoins brasileiras, como mostram esses exemplos, são em maioria voláteis, carecem de regulamentação e possuem extremo apelo especulativo. Ademais, vale mencionar que a Solana domina como blockchain preferida devido à sua acessibilidade, mas isso também facilita golpes.

O mercado brasileiro de memecoins cresceu 300% em 2024, mas 80% das moedas lançadas nesse período já perderam mais de 90% de seu valor. Portanto, Vinícius Bitelo reitera que investidores devem evitar memecoins e focar em ativos como Bitcoin e Ethereum, que têm fundamentos sólidos.

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