Canoas, Novo Hamburgo e São Leopoldo estão entre as cidades mais beneficiadas com o Auxílio Reconstrução

O pagamento do Auxílio Reconstrução alcançou 429 mil famílias no Rio Grande do Sul, totalizando R$ 2,2 bilhões em repasses. Criado em maio de 2024 por meio da Medida Provisória nº 1.219/2024, o programa destinou R$ 5,1 mil para cada família que foi desalojada ou desabrigada durante as enchentes que atingiram o estado. O prazo para as prefeituras encaminharem as listas das famílias elegíveis terminou em 1º de março deste ano.

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Auxílio foi concedido a famílias atingidas pela enchente de maio | abc+



Auxílio foi concedido a famílias atingidas pela enchente de maio

Foto: Dário Gonçalves/Arquivo GES-Especial

Na região de cobertura do Grupo Sinos, mais de 276 mil famílias conseguiram receber o benefício. Entre as mais afetadas, e por mais tempo, Canoas, Novo Hamburgo e São Leopoldo estão entre as cidades que também mais foram impactadas pelos repasses.

Canoas teve o maior número de famílias beneficiadas, com 97.186 registros, e totalizando R$ 495,6 milhões. São Leopoldo aparece na sequência, com 50.704 famílias atendidas e um total de R$ 258,5 milhões. Em Novo Hamburgo, foram 15.353 famílias contempladas, com um repasse final de R$ 78,3 milhões.

Distribuição dos recursos

No Vale do Sinos, além de Canoas, Novo Hamburgo e São Leopoldo, que concentram a maior parte dos beneficiários da região, outras cidades também receberam o Auxílio Reconstrução. Esteio registrou 6.488 famílias contempladas, totalizando R$ 33 milhões, enquanto Sapucaia do Sul teve 3.126 famílias habilitadas, recebendo R$ 15,9 milhões. Nova Santa Rita contabilizou 2.427 famílias, com um repasse de R$ 12,3 milhões. Campo Bom e Sapiranga, apesar de terem números menores, também foram contempladas, com 1.470 e 165 famílias, respectivamente, recebendo um total de R$ 7,5 milhões e R$ 841 mil.

No Vale do Caí, Montenegro foi a que mais recebeu recursos, com 4.447 famílias contempladas e um repasse de R$ 22,6 milhões. São Sebastião do Caí, com 3.749 famílias, recebeu R$ 19,1 milhões. Pareci Novo teve 402 famílias habilitadas, recebendo R$ 2 milhões, enquanto São Vendelino contabilizou 97 famílias, somando R$ 494,7 mil. Maratá, com 50 famílias cadastradas, recebeu um total de R$ 255 mil.

Já no Vale do Paranhana, Três Coroas foi o município mais impactado pelo Auxílio Reconstrução, com 3.158 famílias beneficiadas e R$ 16,1 milhões em repasses. Taquara e Parobé registraram números semelhantes, com 1.454 e 1.445 famílias, recebendo R$ 7,4 milhões e R$ 7,3 milhões, respectivamente.

Por fim, a capital Porto Alegre foi a cidade que mais recebeu recursos do programa no estado, com 80.791 famílias contempladas e um total de R$ 412 milhões em repasses.

Processo encerrado

Secretário de Apoio à Reconstrução do RS, Maneco Hassen | abc+



Secretário de Apoio à Reconstrução do RS, Maneco Hassen

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

Segundo o secretário de Apoio à Reconstrução do RS, Maneco Hassen, a previsão inicial era atender 250 mil famílias, mas o número final superou as expectativas. Apesar do fim do prazo para cadastros, há famílias que ainda não receberam os valores, muitas delas porque não confirmaram os dados no sistema do Governo Federal. “Teoricamente, o processo está encerrado. E a gente pagou, teoricamente, todo mundo que tinha direito. Tem gente que ainda não pegou o pagamento porque a pessoa não foi atrás. Mas já autorizamos o benefício. A pessoa tem que dar o ok no sistema para cair na conta dela”, explicou.

Hassen ressaltou também que não há como saber se alguma família ficou de fora, uma vez que o processo de cadastro dos beneficiários era feito pelas prefeituras. Além do Auxílio Reconstrução, outras 66 mil empresas acessaram algum tipo de programa de apoio e 141 mil operações foram registradas para produtores rurais

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