Dupla é presa por aplicar golpes se passando por servidoras públicas

São Paulo — Duas mulheres foram presas, na última quarta-feira (2/4), suspeitas de aplicarem golpes em idosos se passando por funcionárias da Secretaria da Saúde da cidade de São Paulo. Elas foram detidas em São Miguel Paulista, na zona leste paulistana.

Segundo o delegado responsável pelo caso, José Mariano de Araújo Filho, as investigações chegaram nas suspeitas após uma das vítimas desconfiar do método das criminosas e acionar a polícia. De acordo com ele, a intenção das mulheres eram obter dados pessoais das vítimas para realizar empréstimos e movimentações financeiras nos nomes dos idosos.

De um modo geral, o perfil das vítimas que eram procuradas pelas criminosas era de idosos, como pouco conhecimento, com algum tipo de benefício de aposentadoria e que estavam sendo submetidas a tratamentos médicos. A última condição era importante para as suspeitas usarem de justificativa para irem à casa das vítimas.

“Normalmente, dentro do perfil da escolha das vítimas, elas tinham informações privilegiadas sobre pessoas que seriam submetidas a exames de alta complexidade. Normalmente, contatavam essas pessoas por telefone, adquiriam a confiança e na sequência faziam a visita à residência”, explicou o delegado.

José Mariano ainda contou que as suspeitas diziam que a ligação de telefone era para adiantar o atendimento antes do procedimento médico que a vítima iria passar posteriormente.

Na casa dos idosos, as mulheres tinha um objetivo claro: levar celulares já preparados como máquinas de cartão de crédito, colher a biometria das vítimas e a partir daí começar a aplicar a série de golpes.

Até o momento, as autoridades já receberam o relato de duas vítimas. Uma delas afirmou que as mulheres tentaram fazer um empréstimo de R$ 60 mil no nome dela, mas as mulheres foram presas antes da finalização do golpe.

Apesar disso, as investigações acreditam que existem mais vítimas:

“Por isso, a nossa solicitação a todos aqueles que nos ouvem, a todas as pessoas que estão tendo acesso a essas informações, se você reconhece essas pessoas, se você tem qualquer informação, traga a sua informação para a polícia para que elas possam ser responsabilizadas”, orientou o delegado.

O caso é investigado pelo 22° DP. O Metrópoles procurou a Secretaria da Saúde de São Paulo , via prefeitura, para saber um posicionamento da pasta sobre o ocorrido, mas ainda não obteve retorno. Espaço segue aberto.

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