Tarifa dos EUA sobre importações do aço segue com adicional de 25%; saiba o que setor pretende fazer

 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas adicionais para importações de diferentes países, incluindo o Brasil que ficou com taxa de 10%. Vale lembrar que o segmento de aço e alumínio já conta com tarifa adicional de 25%, independente do país de origem, que passou a ter validade desde fevereiro de 2025.

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Brasil é o 2º maior fornecedor de aço para os EUA | abc+



Brasil é o 2º maior fornecedor de aço para os EUA

Foto: Reprodução

O Instituto Aço Brasil se manifestou sobre o cenário atual. A entidade vem tentando negociar com o governo norte-americano para fazer valer um acordo firmado em 2018. Na época, Brasil e EUA chegaram a um acordo sobre cotas de exportação que ficou em 3,5 milhões de toneladas de semiacabados/placas e 687 mil toneladas de laminados. Com as cotas, o Brasil ficou isento de tarifa adicional, que também tentou ser validada naquele ano.

“Em relação ao anúncio sobre reciprocidade tarifária feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o Instituto Aço Brasil informa que, como não haverá tarifa adicional aos 25% já anunciados em fevereiro para as exportações brasileiras de aço, a prioridade do setor continuará sendo a defesa da via diplomática negocial para restabelecer o acordo de cotas de exportação de aço firmado em 2018″, observa a entidade brasileira.

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Confira a nota na íntegra:

Em relação ao anúncio sobre reciprocidade tarifária feito na quarta-feira (2/4) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Instituto Aço Brasil informa que, como não haverá tarifa adicional aos 25% já anunciados em fevereiro para as exportações brasileiras de aço, a prioridade do setor continuará sendo a defesa da via diplomática negocial para reestabelecer o acordo de cotas de exportação de aço firmado em 2018. Tal acordo vigorou até 11/3/25 e previa a isenção de tarifas de importação ao aço brasileiro, considerando as cotas de 3,5 milhões de toneladas de semiacabados (placas) e 687 mil toneladas de laminados por ano. Foi resultado de árdua negociação, na época, entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, para atenuar os efeitos da chamada Seção 232, instituída em maio de 2018 pelo presidente Donald Trump em seu primeiro mandato, que estabeleceu alíquota de importação de 25% para o aço, independentemente de origem.

Em fevereiro deste ano, já em seu segundo mandato, o presidente Trump decidiu impor novamente a tarifa de 25% para as importações de aço, derrubando o acordo firmado em 2018. Desde então, a indústria brasileira de aço vem defendendo a reconstrução do mecanismo de cotas, o que também tem sido alvo de grande esforço negocial por parte do governo brasileiro e de sua diplomacia junto às autoridades norte-americanas. Mais uma vez, o Aço Brasil reforça que a retomada das exportações de aço aos Estados Unidos nas condições vigentes até março atende não somente o interesse da indústria de aço brasileira, mas também da indústria de aço norte-americana. As usinas norte-americanas demandaram quase 6 milhões de toneladas de placas de aço em 2024, das quais 3,4 milhões de toneladas vieram do
Brasil.

O não restabelecimento do acordo será prejudicial a ambos os países, razão pela qual o Aço Brasil mantém sua confiança na continuidade do diálogo entre os dois governos, de forma a retomar o fluxo de produtos de aço para os Estados Unidos.

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