Trump “não vai recuar” no tarifaço, diz secretário de Comércio dos EUA

O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou, nesta quinta-feira (3/4), que não há chance de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar na imposição de tarifas aplicadas por seu governo sobre os produtos importados de 117 países. O anúncio do Trump causou ondas de choque no mercado global.

“O presidente não vai recuar no que anunciou ontem. Ele não vai recuar. Deixe o negociador fazer seus acordos quando e somente se esses países puderem mudar tudo sobre si mesmos, o que duvido que farão”, disse Lutnick em uma entrevista na CNN.

Na manhã desta quinta, os mercados de ações dos EUA caíram, enquanto os investidores analisavam a mudança radical no comércio global após o anúncio de uma enxurrada de tarifas sobre os parceiros comerciais dos EUA.

Todos os três principais fundos de índice dos EUA estavam em baixa quando as negociações começaram na manhã de quinta-feira. O dólar americano atingiu a menor cotação em seis meses, caindo pelo menos 2,2% na manhã de quinta-feira em comparação com outras moedas importantes.

Dia da Libertação da América

Trump taxou 117 países, no que chamou de “Dia da Libertação da América”, sob justificativa de “cobrar dos países por fazerem negócios em nosso país e tirar nossos empregos, tirar nossa riqueza, tirar muitas coisas que eles vêm tirando ao longo dos anos. Eles tiraram muito do nosso país, amigos e inimigos. E, francamente, amigos têm sido muitas vezes muito piores do que inimigos”.

As tarifas aplicadas por Trump são aditivas. Ou seja, as importações enfrentarão a tarifa universal de 10%, imposta a todos os produtos que entram nos EUA,  somadas às taxas de importação recíprocas específicas direcionadas a cada nação impostas nessa quarta.

“Recíproco. Isso significa que eles fazem isso conosco, e nós fazemos isso com eles”, afirmou Trump. Ao final, os produtos brasileiros serão taxados em 20%.

Veja como ficou a taxação em cada país:

 

O presidente norte-americano ainda disse que tais impostos impulsionarão a manufatura doméstica e nivelarão o campo de jogo com outros países que impõem tarifas mais altas sobre importações dos EUA em relação às que os EUA cobram por seus produtos.

As taxas recíprocas entrarão em vigor à 0h01 (horário de Washington) da próxima quarta-feira (9/4). Isso é um acréscimo à tarifa básica de 10% que entra em vigor à 0h01 deste sábado (5/4).

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