Como construir uma marca forte e reconhecida

De acordo com uma pesquisa do Guia dos Melhores, especializado em avaliação de produtos, 77% dos consumidores brasileiros veem a reputação como o fator que mais influencia na decisão de compra. Isso transforma a comunicação e a cultura corporativa em itens essenciais para a construção de credibilidade e autoridade para qualquer negócio.

Mas, como sempre gosto de bater na tecla, não existe fórmula mágica, muito menos uma regra padrão que valha para toda empresa ou mercado.

Pontos como se a marca é corporativa ou pessoal, o modelo do negócio e o estágio que ele está irão influenciar diretamente no que é necessário para conquistar reputação e tornar uma marca forte e respeitada.

Para iniciar essa jornada de construção de relevância de mercado é preciso entender que uma marca pessoal e uma corporativa pedem ações específicas, mas que reforcem a transparência e consistência entre o discurso e a prática.

No caso da marca pessoal – que inclui empreendedores, especialistas, consultores, profissionais autônomos, influenciadores e artistas – a autoridade é alcançada por uma comunicação mais intimista, que destaque a autenticidade e a forma única como resolve um problema deles.

Já a corporativa envolve uma estrutura mais complexa, que inclui os executivos, funcionários, parceiros e investidores. Com isso, as ações de cada um deles devem estar alinhadas à missão, visão e valores da empresa.

Quanto ao modelo de negócio, vou focar em dois: o B2B, que são empresas que vendem para outras empresas, e o B2C, que são empresas voltadas para o consumidor final.

Para quem tem como público-alvo o mercado corporativo, é preciso estabelecer uma estratégia que crie confiança e mostre seus valores. E isso poderá ser conquistado apresentando cases, papers, pesquisas e análises de mercado.

Para aqueles que miram pessoas físicas, devem apostar em ações de cunho emocionais e de alcance massivo, como o compartilhamento de depoimento de clientes, estar bem rankeado no Reclame Aqui e ter uma estratégia eficiente de relacionamento com a imprensa e influenciadores digitais.

O último ponto a ser analisado é o estágio do negócio. Se a sua empresa é uma startup, para criar uma marca forte e reconhecida, é importante criar um conteúdo didático para as redes sociais, canais institucionais e mídia explicando como a sua inovação revoluciona o seu mercado.

Já as pequenas e médias empresas devem apostar em ter um rastro no digital, para se tornarem visíveis em resultados de pesquisas on-line, e no local, com ações de publicidade em espaços de alta relevância para o público da região.

E as grandes corporações precisam ficar atentas para que a cultura corporativa seja vista e implementada para todos os públicos: parceiros, clientes, funcionários e investidores.

Como a transparência e coerência nas ações e comunicação são essenciais, o caminho ideal para elas está em ficarem atentas à gestão de pessoal, para evitar crises; manter-se presente nos mais diferentes canais de comunicação; construir um relacionamento próximo com a imprensa e investir em patrocínios de grande visibilidade.

Mas, independentemente do estágio, a comunicação deve ser autêntica, relevante e alinhada aos valores da marca, pois, como disse Simon Sinek: “as pessoas não compram o que você faz, elas compram o porquê você faz”.

Luana Clara é sócia da LaPresse Comunicação.

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