ESPECIAL: Talentos da cultura e do esporte levam Novo Hamburgo para o mundo

Novo Hamburgo, em seus 98 anos de emancipação, é celeiro de talentos nas áreas de esporte e da cultura. A cidade está presente nos shows do cantor e compositor Vitor Kley e nos desfiles da capital gaúcha com a escola de samba Protegidos.

VIU ESSA? Aniversário de Novo Hamburgo terá atrações para todos os gostos; veja a programação completa

E no esporte não é diferente. Está presente na vida do empresário de educação e esporte, o reconhecido campeão olímpico pela seleção brasileira de vôlei André Heller, e na trajetória de atletas do futebol, como Preto, do Esporte Clube Novo Hamburgo, o tradicional Nóia, do ex-lateral Maicon e dos irmãos Muriel e Alisson, ambos goleiros, que iniciaram a carreira no Internacional.

O carnaval daqui fez história no pódio da capital gaúcha

Com 57 anos de história, a escola de samba Protegidos, do bairro Rondônia, destaca-se no cenário cultural de Novo Hamburgo. Há 40 anos, representa o Município no desfile de carnaval da capital gaúcha. A importância dessa trajetória é ressaltada pela presidente da agremiação, Lana Flores. Não por acaso, conta ela, instantes antes do anúncio do resultado deste ano, o nome da cidade já estava na ponta da língua para ser comemorado.

VEJA: VÍDEO: Sest Senat inicia operação em Novo Hamburgo; veja as novidades

Lana Flores no desfile da Série Prata do carnaval da capital | abc+



Lana Flores no desfile da Série Prata do carnaval da capital

Foto: Leonardo Rosa/Divulgação

A Protegidos se consagrou vice-campeã da Série Prata no desfile de carnaval de Porto Alegre. “É uma tarefa muito importante para a gente, porque somos a única escola de samba do interior que está há 40 anos, consecutivamente, desfilando em Porto Alegre, representando a região metropolitana. É uma grande honra, até porque a cidade não respira mais carnaval, mas estamos vivos e ativos. Tentando fazer com que o carnaval resista e que ele nos ajude a resistir”, pondera Lana, que é filha do fundador Sebastião Flores (in memoriam).

Relevância

Lana enfatiza a relevância da Protegidos em uma cidade de forte influência alemã. “Independente dos anos mais recentes, a Protegidos é uma marca de Novo Hamburgo. A Protegidos faz parte desses 98 anos não somente agora, mas desde os desfiles áureos aqui da cidade”, observa.

CONFIRA: MISTER BRASIL: Guarda municipal de Novo Hamburgo representará o RS no dia dos 98 anos da cidade do Vale do Sinos

A presidente da Protegidos acrescenta que a agremiação tem levado o nome de Novo Hamburgo para outros municípios, como Farroupilha, Pelotas, Rio Grande, Atlântida, Tramandaí e Imbé.

Lana também destaca o carnaval como um forte elo com a comunidade negra e seu papel na economia local. “Eu insisto no carnaval para dar visibilidade à população negra. É a nossa festa de libertação da escravidão”, complementa.

Para Lana, o carnaval é uma vitrine de tudo que a população negra faz pela cidade. “O meu pai era visionário, pois levou a Protegidos de Novo Hamburgo para Porto Alegre e outros municípios. Ficamos muito conhecidos nos desfiles e em eventos particulares”, comenta Lana.

O tradicional Novo Hamburgo é marca do futebol gaúcho

O esporte é uma das áreas que Novo Hamburgo sempre se destaca. É o que sublinha João Luís Ferreira da Silva, o “Preto”, jogador campeão pelo Esporte Clube Novo Hamburgo (ECNH), que atuou no Anilado em mais de cem jogos. Ele, que hoje tem 43 anos, carrega um título marcante para a região: o Campeonato Gaúcho de 2017.

LEIA AINDA: Visando movimentar a economia, Centro de Inovação e Tecnologia apresenta projeto em Novo Hamburgo

Preto | abc+



Preto

Foto: Susi Mello/GES-Especial

Em suas viagens pelo Brasil e exterior, mesmo após deixar o Noia, segue levando o nome do clube por onde passa. “Sempre levei o nome da minha cidade com muito amor e carinho, até porque todos meus familiares são hamburguenses. Tive a oportunidade de viver em vários lugares, mas nunca pensei em sair de Novo Hamburgo”, relata.

Sua trajetória com o futebol o levou para Alemanha, onde permaneceu por três anos. Na volta ao Brasil, passou a treinar no campo do Novo Hamburgo, no antigo Santa Rosa, na Vila Rosa. O tradicional clube chega aos seus 114 anos de fundação em maio deste ano. “Vestindo a camisa do Esporte Clube Novo Hamburgo construí minha história”, sintetiza o ex -atleta.

  • ENTRE NO NOSSO CANAL NO WHATSAPP

Berço de talentos

Além de Preto, a cidade de Novo Hamburgo revelou outros grandes talentos do futebol, como o ex-lateral Maicon e os irmãos Muriel e Alisson, ambos goleiros. Maicon tem uma ligação especial com a cidade: seu pai enterrou seu cordão umbilical no gramado do antigo Estádio Santa Rosa como simpatia para que seguisse carreira no esporte. O ex-jogador brilhou em clubes como Cruzeiro, Inter de Milão e Roma, disputou duas Copas do Mundo e hoje é comentarista esportivo.

Muriel | abc+



Muriel

Foto: @gabrielfrancafoto/Náutico

  • CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Os irmãos Muriel e Alisson, nascidos em Canudos, iniciaram suas trajetórias no Internacional. Muriel, o mais velho, passou por clubes como Fluminense, Bahia e Vitória, além de atuar no futebol português. Atualmente, está no Náutico. Alisson, por sua vez, é o atual goleiro da seleção brasileira e disputou duas Copas do Mundo. Ele defende o Liverpool, após passagem pela Roma.

O campeão olímpico que cresceu no vôlei hamburguense

Um campeão olímpico em Atenas 2004 pela seleção brasileira de vôlei teve sua trajetória no esporte construída em Novo Hamburgo. André Heller, empresário na área de educação e esporte, foi atleta profissional por 24 anos, dos quais 12 na seleção.

André Heller | abc+



André Heller

Foto: Divulgação

Nascido em São Leopoldo, ele permaneceu na cidade apenas dois dias antes de se mudar para Novo Hamburgo. “Novo Hamburgo faz parte de quem eu sou e é vital que continuemos a cuidar e valorizar o que temos. Todos nós temos um papel importante nisso”, pontua.

  • SIGA O ABCMAIS NO GOOGLE NOTÍCIAS!

Ele lembra como começou no esporte. “Na Sociedade Ginástica Novo Hamburgo fiz teste pensando que não sabia jogar”, comenta. No entanto, para surpresa de todos e dele mesmo, evoluiu no vôlei e cresceu nas categorias graças à sua dedicação. Ao falar sobre foco, ele destaca que não se aplicou apenas ao esporte, mas também aos estudos. “As coisas foram acontecendo naturalmente e gradativamente, e o esporte se tornou minha paixão”, reforça.

História

O nome forte de Novo Hamburgo no vôlei já fez história em outros momentos. Em 2025, completa-se 30 anos que a Frangosul/Ginástica foi campeã da primeira edição da Superliga Nacional Masculina de Vôlei, campeonato que aconteceu em 1995. O título foi inédito na história do clube.

Ao comentar sua relação com a cidade, Heller relembra com carinho dos momentos. “Tenho imagens de uma cidade muito organizada e carinhosa. Cresci explorando seus cantos e criando memórias com meus amigos”, diz.

Atualmente, Heller reside em Campinas, São Paulo, onde continua atuando no universo esportivo. “Continuo trabalhando com o esporte. Hoje, estou à frente de uma empresa dedicada à educação corporativa, com foco em soluções de treinamento e inserção esportiva”, relata.

A música do conhecido cantor Vitor Kley começou aqui

O cantor e compositor Vitor Kley, embora tenha nascido em Porto Alegre, se sente profundamente ligado a Novo Hamburgo, cidade que considera seu lar e onde sua trajetória musical começou. Ele sente orgulho em falar do Município. “Falo com prazer e orgulho da cidade”, frisa Vitor, que apesar de estar há 10 anos em São Paulo, nunca deixa de reforçar suas raízes em seus shows.

VEJA TAMBÉM: “Meu herói de olhos azuis”: Vitor Kley faz homenagem ao pai que morreu aos 66 anos

Vitor Kley | abc+



Vitor Kley

Foto: Divulgação

E sua carreira o leva a vários palcos pelo Brasil e pelo mundo. Além de estados brasileiros, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, o cantor que estourou com a música “O Sol”, já esteve na Inglaterra, Itália, Portugal, França, Estados Unidos, República Dominicana, entre outros.

“Eu levo nome de Novo Hamburgo principalmente no coração, meu amigos de infância, minha família, a primeira escola, o tênis, que é o esporte que carrego”, comenta, expressando o desejo de se apresentar
em breve na sua terra natal compartilhando boas memórias.

Memórias afetivas

Em visita recente à cidade, onde tomou um café com a prima, ele pôde reviver lembranças ao passar na rua de sua escola, a Osvaldo Cruz, mas pretende voltar. “Quero dar uma passada na Praça das Pombas (Imigrante), na igreja, poder sentir o cheiro do lugar onde cresci. Quero fazer esse trajeto. Obrigado Novo Hamburgo. Espero estar aí para celebrar a vida”, sintetiza.

 

Adicionar aos favoritos o Link permanente.