Saiba o que a Comusa está fazendo para evitar falta de água em Novo Hamburgo

Em um verão marcado por constantes faltas de água em Novo Hamburgo, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro, a Comusa – Serviços de Água e Esgoto do município está investindo na ampliação do sistema de captação para evitar que o problema se repita no próximo ano. Com o aumento do consumo devido ao calor e a redução da capacidade dos rios por conta da pouca chuva, a nova adutora precisa ser concluída para garantir o abastecimento nos próximos verões.

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Prefeito Gustavo Finck visitou os trabalhos na tarde desta terça-feira (25) | abc+



Prefeito Gustavo Finck visitou os trabalhos na tarde desta terça-feira (25)

Foto: Dário Gonçakves/GES-Especial

A obra da nova adutora de captação de água bruta, que faz parte de um conjunto de melhorias no abastecimento, está em andamento e tem previsão de conclusão para o final de abril. A estrutura, que complementa o sistema atual, está sendo instalada na Estrada da Integração Leopoldo Petry, na travessia do Banhado do Rio dos Sinos, próximo à primeira ponte em direção à captação. Atualmente, a obra está em fase de conclusão das estacas.

Segundo o engenheiro fiscal de projetos e obras da Comusa, Marcus Vinicius de Castro Barbosa, a nova adutora será sustentada por uma estrutura aérea, semelhante a uma ponte, chamada “pipe-rack”. “Essa travessia não pode ser por dentro do banhado, então para ela ser aérea, ela vai seguir ao lado da ponte de uma ponta a outra. Vai receber a água da adutora que está enterrada no asfalto, vai passar por essa ponte aérea e, lá na frente, conecta na adutora que já existe enterrada na rodovia e segue para a Estação de Tratamento de Água (ETA)”, explica.

Com um trecho total de aproximadamente 5,2 quilômetros e diâmetro de 1 metro (DN1000), a nova adutora substituirá as existentes, responsáveis pelo transporte de água bruta do Rio dos Sinos até a ETA. A parte da obra que está em andamento corresponde à travessia do banhado, que inclui 220 metros de estrutura elevada, além de mais 100 metros de instalação na entrada da Estação de Captação de Água Bruta (EAB).

Ampliação da capacidade de abastecimento

Atualmente, o sistema de captação conta com duas adutoras de ferro fundido de 500 mm de diâmetro, instaladas dentro do banhado da Estrada da Integração Leopoldo Petry. Com a nova adutora de 1 metro de diâmetro (DN1000), a capacidade de adução poderá ser ampliada. “Hoje nós não conseguimos mandar mais que 700 litros por segundo para a Estação de Tratamento de Água (ETA), devido à limitação das adutoras existentes, que foram construídas nas décadas de 1950 e 1970. Essa nova adutora permitirá, num primeiro momento, elevar a vazão para 950 litros por segundo e, com futuras ampliações, chegar a 1.300 litros por segundo”, detalha o diretor técnico da Comusa, Neri Chilanti.

O novo sistema de abastecimento inclui ainda uma nova Estação de Bombeamento, que está com sua estrutura física concluída, mas aguarda a instalação de bombas, transformadores e painéis de controle. “Esse projeto não só garante um abastecimento seguro para os próximos 10 a 15 anos, como também reduz o consumo de energia elétrica, tornando a operação mais eficiente”, destaca Chilanti.

A principal vantagem dessa ampliação, segundo Chilanti, é o aumento na capacidade de adução, permitindo que, com a conclusão de todas as obras do Sistema de Abastecimento de Água – incluindo a ampliação da ETA, a nova EAB e a nova captação –, a vazão passe dos atuais 760 litros por segundo para até 950 litros por segundo. Esse acréscimo de 25% garantirá maior segurança hídrica para a cidade, especialmente nos períodos de estiagem e maior demanda.

A obra tem um investimento total de R$ 5,59 milhões e um prazo estimado de seis meses para conclusão, dependendo das condições climáticas, principalmente da ocorrência de chuvas.

Abastecimento não deve ser interrompido

Segundo a Comusa, as intervenções necessárias não causarão interrupções no abastecimento de água durante a execução da obra. Isso porque os serviços serão realizados de maneira a evitar impactos no fornecimento até que toda a nova estrutura esteja operante.

Atualmente, o sistema de captação conta com duas adutoras de ferro fundido, com diâmetro de 500 mm (DN500), localizadas em sua maior parte dentro dos banhados da Estrada da Integração Leopoldo Petry. Essas adutoras atendem a demanda atual, mas, conforme a companhia, a nova estrutura proporcionará maior eficiência e confiabilidade ao sistema.

A Comusa reforça que, apesar da modernização do sistema, o risco de desabastecimento sempre existe em qualquer modelo de captação e distribuição. No entanto, com essa nova adutora e as demais obras previstas, a expectativa é de que Novo Hamburgo tenha um sistema mais robusto e preparado para o crescimento da demanda nos próximos anos.

Prefeito acompanha obras e cobra agilidade

As obras estão sendo acompanhadas de perto pelo prefeito Gustavo Finck, que visitou o local de surpresa na tarde desta terça-feira (25) e enfatizou a necessidade de acelerar as melhorias no sistema. “Nós estamos sofrendo muito com o desabastecimento nesses últimos dois meses, então vim acompanhar todas as obras da Comusa para conter os vazamentos e garantir melhorias como essa adutora. Tivemos um aumento abusivo da conta de água em 2024, que está batendo agora na porta da comunidade, e precisamos entregar um serviço de qualidade. É inadmissível faltar água ainda em 2025 em Novo Hamburgo e isso não vai continuar”, afirmou Finck.

A expectativa da Comusa é que, com essa nova estrutura e as demais obras previstas, Novo Hamburgo tenha um sistema de abastecimento mais robusto e preparado para o crescimento da demanda nos próximos anos. “Nosso ponto de alerta é quando o nível do Rio dos Sinos baixa de 2,3 metros, pois a qualidade da água pode ser afetada. Mas, a não ser por eventos climáticos extremos, teremos condições de garantir o abastecimento da cidade por muitos anos”, conclui Chilanti.

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