Por que insistimos em usar sapatos que nos machucam?


Calçados devem a base larga, porque os dedos não podem ficar apertados. A coluna aproveita que é carnaval, época em quase todo mundo se arrisca a dar uns passinhos. Cada pé tem 26 ossos e 33 articulações e uma tarefa exaustiva: caminhar, correr, pular e nos sustentar. O problema é que, na hora de cuidar do corpo, eles são escanteados, e a fatura chega com o envelhecimento. Sinto dizer que a tradicional pedicure com fins estéticos não conta.
Sapatos desconfortáveis: as mulheres se esforçam para comprometer a saúde dos pés ao usar bico finos, saltos altos e sandálias rasteiras
Leo2014 para Pixabay
Nossos pés, na velhice, são o resultado dos hábitos e, principalmente, dos calçados que usamos ao longo dos anos. O excesso de peso que carregamos e a pressão provocada por sapatos apertados, aliados ao afinamento da sola – a camada de gordura que a protege vai diminuindo – produz uma lista extensa: calos, joanetes, fascite plantar…
As mulheres acumulam escolhas erradas: bico finos, saltos altos, sandálias rasteiras que jogam o peso do corpo nos tornozelos e calcanhares. Fico com dó ao observar idosas que continuam usando modelos que em nada favorecem seu bem-estar.
Portanto, aproveite para analisar seus sapatos, considerando as seguintes questões:
Solado: ele permite uma movimentação natural do pé ou o grosso do movimento fica a cargo do tornozelo?
Parte superior do calçado: você tem que apertar os dedos para “segurar” o sapato?
Largura: a área frontal, onde os dedos ficam posicionados, tem espaço suficiente para que eles se mexam? Ou os dedinhos estão totalmente encaixotados, forçando um joanete a dar o ar da graça?
Bico: a parte dianteira do sapato fica no solo ou se curva para o alto, empurrando os dedos para cima?
Salto: será que a altura dos saltos não está afetando outras articulações, como, por exemplo, as dos quadris? Quando se olhar no espelho, verifique se o corpo está alinhado.
Faça um teste: ponha o par de sapatos no chão e suba neles, sem calçá-los. Se os dedos não ficam dentro do limite do calçado, é hora de libertar seus pés!
Há um leque enorme de opções. A base deve ser larga, para acomodar o pé, e os dedos não podem ficar apertados – experimente modelos até dois números acima do seu – e amortecimento é fundamental. Para fechar, uma lista de cuidados com os pés:
Exercícios auxiliam a manter a força e flexibilidade. Sentado ou de pé – o que for mais conveniente – mexa os dedos; faça movimentos circulares com os tornozelos, no sentido horário e anti-horário; use as mãos para empurrar os pés para cima e para baixo. Ande descalço para estimular as terminações nervosas e pontos de pressão: na grama, na areia e em casa.
Durante o banho, tente massageá-los com uma bucha. Seque-os bem, especialmente entre os dedos.
Use um creme para evitar o ressecamento da pele e dos calcanhares, mas não ande descalço logo após aplicar a loção, nem deixe o produto acumulado entre os dedos.
Dê atenção às meias, que não devem ser frouxas, para não embolar dentro do calçado. Evite as que são apertadas e atrapalham a circulação.
A ida a um bom podólogo previne inúmeros problemas, como unhas encravadas ou calosidades. Se o orçamento não permitir, algumas providências podem ajudar, como cortar as unhas retas. Faça isso depois do banho, quando estão mais macias, e certifique-se de que não estão incomodando apertando levemente na região lateral das unhas.
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